Adeus Espanha, Olá Portugal!

Adeus Espanha, Olá Portugal!

Depois de muito tempo a dizer que dificilmente voltaria para Portugal, eis que aparece uma oportunidade para me fazer ver que, independentemente do que pense, o “nunca” e o “sempre” são para evitar. Ainda assim, a minha convicção anterior é tão grande como a atual de que, neste momento, este é o caminho a seguir.

Dizem que o coração muda depois da maternidade, assim como a perspetiva sob a qual protejamos a nossa vida. Sim, é verdade. Além disso, este ano mostrou-me, em primeira mão, que a efemeridade da vida rodeia-nos mesmo quando não a vemos. De repente, o que era já não é e algo diferente terá, obrigatoriamente, de passar a ser. O meu filho tem a sorte de ter avós, bisavós e tios de ambos os lados, para não falar no número generoso de tios-avós e primos nos mais variados graus, pelo que, quero dar-lhe a possibilidade de crescer com a família e, como eu tive, a felicidade de ter muitos sítios onde passar fins-de-semana e divertir-se.

Como forma de amadurecimento e reconhecimento de que, o que pensava há 2 anos atrás, não é estanque nem define o futuro, cheguei (chegámos, que eu não vou sozinha, lol) à conclusão que o meu lugar é junto dos meus, para o bem e para o mal.

 

Sentimentalismos à parte, isto dá uma trabalheira do caraças e já comecei a arregaçar as mangas! Quem me segue no Instagram, já deve ter visto que ando com ideias de fazer um massive declutter à casa e, lógico, a mudança é um pretexto perfeito para embarcar nesta aventura que vai ser separar o que vai, o que fica e o que vai fora! 

Não está fácil, mas vai sair!

 

A*

UPDATE | Estar onde somos necessários.

UPDATE | Estar onde somos necessários.

update concept

Ainda não é desta que trago de volta os posts das fotos da semana nem nada que faça parte da “programação” normal aqui do sítio (como se isto fosse algo organizado e regular…).

Tenho estado ausente do blog porque acho, definitivamente, que devemos estar onde somos necessários.

Infelizmente, perdi um familiar muito próximo e durante este período de sofrimento e luto, foi preciso estar só e a 100% dedicada à minha família.

Sem distrações e sem tentar disfarçar o que é preciso ser vivido nestas alturas.

Porque acredito que há momentos na vida onde precisamos de deixar de olhar só para nós e para o nosso bem-estar e satisfação, de forma a podermos ser úteis onde e quando precisam de nós. Porque, às vezes, precisamos de guardar-nos na íntegra para certas situações, mesmo que sejam dolorosas.

Apesar do alívio superficial que me proporcionaria criar algum conteúdo aqui, não era aqui que eu fazia falta e preferi aplicar toda a minha energia onde realmente ela era necessária.

Agora, que os ventos começam a abrandar e o barco deve seguir, volto ao nosso espaço e agradeço a quem se mantém por aí.

Obrigada ❤

 

A*