E chegou o dia em que deixei de comer animais.

E chegou o dia em que deixei de comer animais.

Finalmente, deixei-me de cenas e tomei uma decisão: Não vou comer mais animais.

É verdade que nos últimos 5 anos o meu consumo de carne e peixe diminuiu drasticamente, a ponto da maior parte das pessoas que me conhece considerar-me vegetariana. O problema é que a regra tinha exceções, exceções essas que tinham origem na conveniência (e gula) de comer aquele frango assado ali da esquina que é tão bom, ou de não dizer que não ao esparguete à bolonhesa na casa de uns amigos, ou até mesmo pedir à minha mãe que me faça um bacalhau com natas que aqui em Espanha não há nada disso.

Cada vez mais consciente das minhas escolhas e com cada vez mais informação acerca da exploração animal em virtude destes “apetites” e, também muito importante, do impacto negativo na nossa saúde, chegou um dia em que disse: basta.

Já chega.

Não vou mais comer cadáveres de outros animais nem sucumbir ao egoísmo de tentar ignorar o que estou realmente a fazer ao comer um hambúrger ou uma salada de atum.

O meu objetivo é chegar ao veganismo e creio que não faltará muito para abolir, totalmente, os produtos de origem animal cá por casa.

 

Sinto-me aliviada. A sério.

 

A*

 

Tabbouleh de Quinoa.

Tabbouleh de Quinoa.

Desde que comecei a cortar na massa e no arroz (e eu sou uma arrozeira de primeira) que ando numa constante demanda pelo acompanhamento que seja igualmente saboroso e versátil, mas mais saudável que o arroz.

Quinoa. Comecei a ouvir falar dela como sendo uma “super-food”.

Não sabia o que era nem nunca tinha visto à venda em lado nenhum.

Conhecida como o “grão de ouro”, a quinoa é, teoricamente, uma semente rica em proteínas, cálcio e ómega 3. Quando cozinhada, obtém uma textura semelhante ao cous-cous, ainda que o seu sabor se assemelhe aos frutos secos.
Bastante versátil, podem usar a quinoa para pratos salgados, doces, bases de pizza ou qualquer outro tipo de massa.

Visto que consegui por as mãos num molho enorme de coentros e hortelã e numa embalagem de quinoa, decidi fazer um prato que gosto muito mas que nunca tinha feito: Tabbouleh !

O Tabbouleh é um prato vegetariano Árabe (considerado também uma salada) cujos ingredientes principais são: bulgur (ou cous-cous), cebola, salsa, hortelã e tomate acompanhado de sumo de limão, sal e azeite.

Eu decidi fazer um Tabbouleh ligeiramente diferente e com mais ervas, por isso, para verem todo o processo é so continuar a ler :)!

Tabbouleh de Quinoa.

Como cozinhar a quinoa: Como o arroz, a quinoa cozinha-se com duas porções de água por uma de quinoa. Podem optar por cozinhá-la em caldo de vegetais (ou carne, ou peixe) para adicionar algum sabor, ou simplesmente com água, sal e azeite, ou qualquer outro tipo de óleo.
Costumo deixar tostar um pouco no azeite antes de colocar a água porque assim não corro o risco de deixar amargar os grãos. Assim que se colocar a água, espera-se que levante fervura e, uma vez a borbulhar, tapa-se e deixa-se cozinhar, em lume brando, até a água desparecer.

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Para os restantes ingredientes usei:

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– Pepino
– Passas
– Cebola roxa
– Pimento
– Hortelã
– Salsa
– Coentros

A preparação dos ingredientes passa apenas por cortá-los todos em cubinhos e depois adicioná-los à quinoa já cozinhada.

Se não gostarem de um sabor a ervas tão forte, podem omitir os coentros para que fique mais leve.

(No meu caso, como gosto do sabor forte, cortei as ervas finamente e adicionei à quinoa ainda quente.)

O dressing é simples: Sumo de limão, azeite, sal e pimenta.

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Mistura-se tudo e, voilá, um tabbouleh fresco, nutritivo e muito saboroso!

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Espero que gostem !

A*