Maternidade = Sororidade?

Maternidade = Sororidade?

Sabem quando encontram um grupo de pessoas e pensam que, nunca na vida, vão conseguir integrar-se nesse grupo?

Isto era eu quando via aglomerados de mães.

Confesso que tinha algum preconceito e, mesmo que um dia me tornasse mãe, não ia querer fazer parte daquele grupo de mulheres que tinha perdido o nome próprio e a vida que tinha antes porque, de repente, a vida delas tinha ganho sentido com a maternidade.

Verdade seja dita, eu já não penso desta forma, contudo, continuo sem me identificar com a típica imagem da mãe que vemos por aí.

O que eu não esperava é que este grupo que eu julgava tão erradamente, fosse tão vasto e diverso. Muito mais do que eu alguma vez imaginei!

Com essa diversidade vi também sororidade! Sim, sororidade, que apesar das discórdias normais entre seres humanos, ainda se vê quando o assunto é maternidade.

A verdade é que fico muito feliz por ver solidariedade e companheirismo cada vez que uma mãe procura ajuda e as outras passam lá para dar, nem que seja, só um abraço de força e ânimo!

Porque já estou farta de perpetuarmos a ideia de que:

 

“a mulher é o pior bicho”

“não somos nada boas umas para as outras”

“não gosto de trabalhar com mulheres porque são do pior”

“as mulheres são umas invejosas”

 

Como disse acima, há discórdias, sim. Há sempre alguém a julgar, ou da mandar um bitaite desagradável mas isso é porque há pessoas que só estão bem a espalhar a sua amargura, independentemente de serem mulheres ou não!

 

Moral da história: Identifiques-te ou não com a maior parte das outras mães o certo é que, em determinada altura, vais recorrer às tuas semelhantes em busca de ajuda, inspiração, ou apenas para desabafar. Vais perceber que, muitas vezes, apesar das diferenças colossais entre todas, vão existir muitos pontos em que a maternidade vos unirá de tal maneira que saberás que podes sempre encontrar ali, junta das tuas irmãs, aquilo que precisas.

 

Certamente, haverá quem não esteja de acordo comigo e tenha outras experiências mas, da minha parte, tudo faço para que possa alimentar estar sororidade e respeito entre mulheres, que tanta falta nos faz.  Esquecer um pouco as diferenças e respeitar a individualidade de cada uma, como eu gosto que respeitem a mim. Se não respeitarem, retiro-me da discussão/situação.

Não vale a pena começarmos a enxovalhar umas às outras e criar guerras quem em nada nos vão beneficiar!

Sejamos mais companheiras, ainda que seja apenas pela única coisa que nos une:

 

A possibilidade (não necessariamente biológica) de ser mãe.

 

A*

 

 

Alimentação Infantil | As expectativas, o respeito pelo bebé e a nossa intuição.

Alimentação Infantil | As expectativas, o respeito pelo bebé e a nossa intuição.

Com muita pesquisa e algum esforço, consegui relevar muitas coisas inerentes a ter um bebé e mentalizei-me que a alimentação ia estar incluída no grupo das coisas que sempre, sempre, iria descomplicar.

No entanto, como imaginam, isso não significa que não tenha criado expectativas e que, em todo este processo de me tornar mãe, não tenha idealizado como seria a adaptação do meu pequeno aos sólidos.

Deram-me a conhecer o BLW ainda antes do César nascer e, honestamente, foi um conceito que me seduziu por primar pela ideia do respeito pelos ritmos do bebé.

Resumidamente, o  Baby Led Weaning consiste na oferta dos alimentos no seu estado sólido, permitindo ao bebé explorar as texturas, formas e sabores ao seu ritmo, integrando-se assim, também, nas rotinas alimentares da família. Passam-se ao lado as tradicionais sopas e as comidas passadas servindo tudo isto também para fomentar a independência e a criação de uma relação da criança com a comida desde cedo.

Como boa amamentadeira que sou, o início da alimentação complementar viria, apenas, a partir dos 6 meses e sem grandes dramas ou pressas sempre com o BLW no horizonte.

Acontece que me calhou na rifa um bebé que come bem, sem birras mas que não se interessa pela comida. Não pede do nosso prato, não gosta de pegar a comida com as mãos e põe tudo na boca menos aquele pedaço de pêra que lhe dei para lanchar.

Inicialmente, não dei grande importância, pensei que com o tempo fosse mudando. Mas não. Hoje, com 10 meses, pega uma ou outra coisa mas sem grande vontade e, eventualmente, rendi-me aos purés. Apesar de ir deixando a comida com cada vez mais textura para incentivá-lo a mastigar, ele continua a preferir a comida mais passada.

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A “comer” pão de espelta

Não fiz drama nenhum à volta disto porque, apesar de achar que o BLW é o mais apropriado para os bebés, cada bebé é um mundo e há que respeitar o seu ritmo. Se o meu filho ainda não sente grande atração pela comida ainda, chegará o dia em que isso acontecerá e não vou ser eu que vou alterar o curso normal das coisas. A minha intuição levou-me a introduzir a alimentação complementar tradicional porque não vejo sentido em obrigar o miúdo a seguir um padrão que eu defini que ia ser usado.

 

É recomendado que, aos 12 meses, a criança já possa comer tudo o que a família come e, para que isso aconteça, tinha duas hipóteses:

 

  • Ou insistia no BLW e esperava que aos 12 meses já comesse de tudo connosco.
  • Ou dava-lhe a experimentar novos sabores e esperava, na mesma, que aos 12 meses já coma tudo connosco.

 

Preferi a segunda opção, porque a minha intuição assim me disse para o fazer.

Cada mãe/pai/cuidador decidirá qual o melhor caminho para o seu bebé e para a sua família.

 

 

Por aí, como introduziram, ou pensam introduzir, a alimentação complementar dos vossos mini-me’s?

 

A*

Mãe & Bebé | 4 Pontos a reter nos momentos difíceis.

Mãe & Bebé | 4 Pontos a reter nos momentos difíceis.

Depois de tantas mulheres fazerem referência e relataram as suas histórias mostrando a maternidade real, não podia deixar de abordar este assunto.

O meu filho só tem 9 meses, por isso, a minha experiência vai apenas desde puerpério  até adpatação a este novo papel de mãe.

Considero ter tido um puerpério tranquilo, contudo, isso não significa que todos os dias destes últimos 9 meses tenham sido só rosas. Não.

Mesmo em situações onde não somos levadas ao extremo todos os dias, vai sempre haver alturas em que vamos querer fechar-nos na casa de banho e chorar para todo o sempre. Porque não há preparação que chegue para a tão exigente e constante demanda do ser humano como mãe. Ainda para mais quando a cria comunica com choro, impaciência e imprevisibilidade.

Tudo isto é normal e, excepto quando estamos perante um caso de depressão pós-parto, há pequenas coisas que podemos reter, para ajudar a enfrentar estes momentos.

Eu sei que muitas mulheres se sentem completamente sós e abandonadas nestes momentos, independentemente de estarem rodeadas de pessoas que as amam e apoiam. Não é fácil antever aquilo de que aquela mãe descabelada e chorosa precisa porque, mesmo querendo ficar com o bebé uns momentos para a mãe descansar, isso nem sempre significa que esta é a melhor ajuda. Por vezes, nem nós, a mães, sabemos como pedir ajuda porque além do cansaço físico, temos uma culpa infundada que nos manda sermos nós a tratar da criança (custe o que custar) e um cansaço mental de tal ordem que já só queremos fazer pausa no tempo e não ter de decidir absolutamente nada. Além disso, o meu principal objetivo ao escrever este artigo, é tentar ser útil àquelas mães que, realmente, estão sozinhas.

Aquelas mães que não têm os avós do bebé por perto, ou que o outro cuidador da criança passe o dia todo, ou mesmo temporadas, fora de casa, ou então, e principalmente, aquelas mães que são abandonadas.

 

Pelas famílias, pelos progenitores do bebé, pela sociedade.

 

Estas mulheres precisam de alento, de ajuda e, desta forma, ainda que sirva de pouco, quero deixar o meu contributo.

Por isso, quando estiverem à beira de uma crise, pensem:

 

  • Vai passar!  – Esta é a frase mais poderosa para qualquer mãe naqueles momentos em que o bebé não está a reagir bem a nenhum dos nossos esforços. É um mantra que devemos repetir as vezes que forem necessárias até entendermos o que realmente quer dizer. Nada nesta vida é eterno e o choro compulsivo vai, sim, passar. A angústia de não poder ir sequer à casa de banho, vai passar. O nó na garganta que acompanha a vontade de fugir a correr, vai passar. Tudo isto vai passar (e rápido)!

 

  • 100% Mãe – Um dos meus maiores medos era perder-me no meio do meu novo título (como já referi aqui inúmeras vezes), deixar de saber quem era, o que fazia e do que gostava porque agora era a mãe do César. A verdade é que estas coisas não se misturam, ou seja, tu não vais deixar de ser quem és porque te tornaste mãe mas, a partir do momento em que aceitamos que vamos ser mães, às vezes, é preciso assumir o papel a 100%. Há momentos em que temos de por de lado aquela vontade de ir deitar no sofá a ler, ou ir ouvir música enquanto arrumamos a casa, ou gastar 2 horas a arranjar o cabelo e a maquilhagem para sair, porque nesses momentos temos mesmo de ser só mães. Para facilitar a nossa própria vida. São fases, momentos, não é a vida toda (lembrem-se, vai passar). É como quando começamos a trabalhar: De manhã apetece-me dormir mais uma hora, mas ao contrário do que fazia na faculdade, não posso deixar passar esta hora, tenho de levantar já. Nesse momento, eu tenho de ser a trabalhadora X , que entra a hora Y, não a Andreia que tem dificuldades em acordar cedo.  Pouco depois do meu filho nascer li uma coisa que mudou muito a minha forma de encarar estes momentos:

 

“Já viram uma gata parida? Ela fica lá, estirada o dia todo, o dia todo mesmo, só de vez em quando levanta e vai comer algo e tomar uma água, aí já tá de volta aos filhotes. Isto é instinto, está inscrito profundamente na nossa essência mamífera.”

Retirado daqui, este artigo é sobre a amamentação mas ajudou-me muito, também, em outros momentos mais difíceis.

 

  • Reconhece o teu próprio esforço – É incrível como sentimos que estamos a fazer tudo mal e que somos fracas, precisamente, nos momentos em que estamos a dar o máximo que alguma vez demos! Se mesmo as mulheres que têm apoio de terceiros devem reconhecer e valorizar o esforço que fazem, as que estão sós devem orgulhar-se muito, muito mesmo, de tudo aquilo que enfrentam sozinhas. Quando estiveres ao ponto de desabar, pensa na força que tens, que, apesar de não parecer, estás a fazer tudo bem e que poucas coisas serão tão desafiantes como a situação em que te encontras. Depois disto, estarás preparada para qualquer coisa, por isso, reconhece o teu esforço e alegra-te pois o pior já (quase) passou!

 

  • Ninguém merece mais o teu empenho:  Se não aguentas mais, é porque só tu consegues, de uma forma ou de outra, contornar esse momento complexo. Mesmo as mães que têm outras pessoas que podem ajudar, provavelmente, vão acabar por ser elas a comandar a situação, porque são elas de quem o bebé precisa. E não há ser que mereça mais a tua dedicação que esse bebé que só te quer a ti! Se pensarmos na quantidade de vezes que nos esforçámos, sacrificámos, até anulámos por pessoas, entidade e situações que não mereceram, de todo, o nosso empenho, rapidamente chegamos à conclusão que não há nervos mais bem gastos que estes que sentimos enquanto tentamos acalmar um bebé inconsolável.

 

Eu não sou  life coach, nem expert na matéria mas li muitos testemunhos de outras mães de forma a poder ajudar-me a mim mesma. Precisei de interiorizar estas coisas para encarar a maternidade da melhor forma possível e não deixar que os momentos difíceis sugassem a minha vida. Continuo a fazê-lo e, apesar de não ser fácil, tento sempre centrar-me 4 pontos para não pirar!

 

E vocês? Alguma dica?

Espero ter podido ajudar ❤

 

A*

TAG | Mãe de primeira viagem.

TAG | Mãe de primeira viagem.

Ninguém me tagou, mas eu vou responder e quem quiser, pode e deve responder também 🙂

1. Trabalhas fora ou és dona de casa?

As duas coisas.

2. Gostarias que fosse diferente (referente a pergunta acima)?

Para já, está bem assim!

3. Partilhas a cama com teu filho (a)?

Sim.

4. Um produto de bebé que sem o qual não vives.

Não é exclusivo para bebés mas a resposta é soro fisiológico.

5. Quantos filhos vocês pretendem ou planeiam ter?

Não me importava de ter mais um, mas ainda é cedo.

6. Date night?

Not yet.

7. Qual o programa favorito do seu filho? Ou Atividade ou brinquedo?

GALINHA PINTADINHA, comando da televisão, brincadeiras que envolvam sustos (a sério).

8. Uma coisa que compraste antes de ter o teu filho (a) mas que nunca usaste.

Alguns sapatinhos.

9. A comida favorita do teu filho (a).

Leite materno.

10. Quantos carros têm?

Zero.

11. Peso antes da gravidez, quanto aumntou na gravidez e quanto perdeste depois da gravidez.

Antes: 69kg ; No final da gravidez: 82kg; Atualmente: 66kgs.

12. Férias dos sonhos com o teu filho (a).

Tudo o que envolva natureza.

13. Férias dos sonhos sem o teu filho (a).

Não há, quero que ele nos acompanhe em todos os destinos.

14. Como mudou a tua vida desde que o teu filho (a) nasceu?

Não há momentos mortos.

15. Termina a frase: O meu coração derrete quando o meu filho (a)…

Olha para mim quando está algumas horas sem me ver <3.

16. Onde compras coisas (roupas e afins) para o teu filho (a)?

Primark, Jumbo, Ebay, C&A.

17. Produto favorito de maquilhagem e pele para mamã.

Os mesmos de antes.

18. Fraldas fashion, sim ou não?

Nope.

19. Você sempre quis ter filhos?

Não.

20. Qual a melhor parte de ser mãe?

Aprender tanto com alguém que, supostamente, és tu que tens de ensinar.

 

 

Esta TAG foi criada pela Flávia Calina. Quem não conhece, é uma blogger e youtuber brasileira que partilha imenso sobre maternidade. Vale a pena espreitar!

 

A*

Mãe & Bebé | A minha experiencia com o Babywearing

Mãe & Bebé | A minha experiencia com o Babywearing

Mesmo antes de nascer o pequeno, sabia que queria um método de transporte complementar ao tão tradicional carrinho.

Não só era costume ver familiares a carregarem os seus bebés, como também havia de ter em conta o facto de viver numa cidade grande, sem carro, onde certamente teria de desenvencilhar-me facilmente em metros, autocarros e o diabo a 7!

Deparei-me então com o vasto (vastíssimo!) e bonito mundo do Babywearing! Convenhamos, isto não é nada de novo, muito pelo contrário, antes das modernices dos carrinhos já as mulheres carregavam as suas crias, quer ao peito, quer às costas. Algo que ainda se vê em muitos países Africanos e Asiáticos, permite ás mães continuarem com os seus trabalhos e vida quotidiana enquanto levam os seus bebés “ao colo”!

Pois é, isto era mesmo que eu precisava, um kit de mãos livres que, ainda assim, deixa-me ter o rebento bem juntinho a mim.

Quando me decidi começar a pesquisar, vi que tinha tantas, mas tantas opções que quase logo pensei em desistir. Tinha de aprender uma série de termos novos, conhecer os modelos disponíveis e, acima de tudo, saber quais os portes ergonómicos.

A escolha de um porta-bebés deve ser cuidada, no sentido em que há que pensar na ergonomia do mesmo (para que respeite a posição natural do bebé) e no conforto para o carregador.

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Como podem ver nas imagens acima, o bebé deve ir sentado e com os joelhos dobrados e não pendurado pela zona pélvica. Infelizmente, muitas marcas conceituadas vendem marsúpios não ergonómicos pois deixam a cria pendurada e de costas rectas, quando o que se pretende é um painel flexível que respeite a curvatura natural da coluna do bebé.

Posto isto, optei por um carregador ergonómico, flexível e fácil de usar : o Mei Tai.

O Mei Tai é um modelo asiático que permite qualquer pessoa, independentemente da sua estatura, carregar o bebé. É composto por um painel flexível e 4 tiras que servem para amarrar na cintura e nas costas.

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Posso afirmar que esta é a forma mais cómoda que tenho de transportar o César e, arrisco dizer, a que ele mais gosta. Vai ao colo, quentinho, a ver tudo e acaba sempre por adormecer.

Comprei o meu aqui !

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Por aí também carregam os vossos rebentos?

 

A*

 

O que tenho na Mala do bebé.

O que tenho na Mala do bebé.

Nunca na vida me questionei o que iria dentro da tão necessária mala do bebé!

Acho que a única coisa que sabia que tinha de incluir eram fraldas, porque o resto era um mistério.

Hoje partilho convosco os artigos que trago na mala do César, sendo que algumas coisas podem variar consoante a saída.

 

Fraldas: Normalmente levo sempre 4 comigo, mesmo se a saída for durante todo o dia chega perfeitamente.

Toalhitas: Servem paraa tudo!

Creme para o rabinho: Mantenho sempre um creme em tamanho viagem ou amostra na mala e só serve para quando estamos fora de casa.

Soro Fisiológico: Dá sempre jeito ter soro quando temos um bebé. Serve para limpar o nariz, um arranhão ou qualquer outra coisa que precisem.

Gel limpeza de mãos: Como andamos na rua, não é fácil manter as mãos limpas devidamente, por isso este gel é indispensável para mim.

Fralda de Pano: Para tapar o bebé, limpá-lo, forrar a superficie onde tenhamos de colocar o bebé, por alguma razão…1001 utilizções

Babete Extra: Porque os babetes sujam-se e molham-se num piscar de olhos.

Tapete impermeável: Para as mudas das fraldas.

 

 

Estes são os artigos básicos que andam sempre comigo. Posso acrescentar roupa caso passemos mais tempo fora e haja alguma explosão de cocó ou um dilúvio de xixi :p

 

E vocês o que levam na mala dos vossos bebés?

 

Á*

Amamentação | A minha experiência.

Amamentação | A minha experiência.

Já antes do nascimento do César sabia que ia querer amamentar. Era um assunto completamente desconhecido para mim e apenas sabia que havia algumas mulheres que – supostamente – não tinham leite. Dizia frequentemente, quase em tom de prece: Espero ter leite!

Descobri mais tarde, após muita pesquisa, que sim, todas temos leite. Pode ser que algumas mulheres precisem de mais estímulo ou tempo para conseguir fazê-lo aparecer, mas ele está lá.

Confesso que, inicialmente, vi a amamentação como uma opção algo egoísta, no sentido em que, seria uma forma prática e económica de alimentar o meu filho. Tudo isto não deixa de ser verdade, contudo, existem inúmeros benefícios para a saúde do bebé (e da mãe também) e, rapidamente, comecei a informar-me sobre o assunto e a saber que iria fazer de tudo para conseguir amamentar o meu filho o máximo de tempo possível.

O início não é fácil!

 Não acho que tenha sofrido muito comparado com os testemunhos de coragem e perseverança que vou vendo por aí mas foram 3 semanas de muita dor e sensação de que os meus mamilos iriam cair a qualquer momento.

Como o César mamava muito, muito, MUUUUUIIIITOOO (e continua, apesar de já fazer pausas um pouco maiores) sobrou-me bastante tempo não só para me habituar ás dores, assim como ler tudo aquilo que podia sobre amamentação!

Com o tempo, as dores foram desaparecendo e dar de mamar passou a fazer parte da minha rotina como algo natural e muito gratificante.

Não me tornei fundamentalista da amamentação e acho que a mãe que decide dar fórmula ao seu filho não é menos mãe mas, infelizmente, dá para ver que muitas mães são mal informadas e persuadidas a dar leite de lata aos seus bebés à primeira dificuldade. Atenção, não estou a dizer que são fracas, ou que desistem à primeira, o que quero dizer é que, em momentos de dificuldade, procurem alguém especializado no assunto, ou outros profissionais de saúde pró-amamentação. Na maior parte das vezes as mães precisam de apoio e confiança nelas mesmas.

Nada de dar ouvidas a bitaites tipo:

O teu leite é fraco!

A criança ficou com fome!

Tens pouco leite!

Repito: não estou a condenar (até porque nem tenho direito de o fazer) a mãe que decide dar LA, apenas digo que quem quiser mesmo dar mama, procure ajuda. Se no fim não estiverem para sofrer mais e ficarem ansiosas, pois venha de lá a lata! Mas que seja por vossa própria iniciativa e não conselhos alheios de pessoas que, provavelmente, sabem pouco sobre o que estão a dizer! A minha máxima desde que me tornei mãe é: mamã feliz, bebé feliz, por isso, a decisão é vossa, seja ela qual for.

Até agora estou a conseguir amamentar em exclusivo e em LIVRE DEMANDA (esqueçam o relógio) e, ainda que tenha havido momentos em que pensei seriamente se isto seria uma situação viável porque passava o dia inteiro a dar mama ao pequeno (acho que acontece a toda a mãe de primeira viagem), é algo que pretendo fazer até aos 6 meses tal como recomenda a Organização Mundial de Saúde e, após esse marco, continuar até aos 2 anos, pelo menos.

Aguardam-me ainda muitos desafios mas esperemos que a amamentação continue a ser um sucesso!

 

Se estão a passar por esta fase ou prestes a, por favor, não hesitem em partilhar aqui as vossas experiências e/ ou inquietações.

 

 

A*

5 dicas de beleza para a recém-mamã!

5 dicas de beleza para a recém-mamã!

Sempre disse que, no que dependesse de mim, não iria anular-me face ao meu novo papel de mãe.

Isto inclui vários aspectos da minha existência mas hoje vamos falar de beleza que, não só é o foco do blog, como também uma das coisas que mais tememos ver apenas de longe quando nos tornamos mães.

Claro que sabemos que não teremos a mesma disponibilidade, nem a mesma liberdade de estilar a torto e a direito, pelo menos não nos primeiros tempos, mas isso não significa que nos negligenciemos nem que o nosso único papel seja ser mãe e esquecer o resto.

Just my two cents, anyway.

 

Então, assim que sinto que necessito de tirar o pijama e voltar a ter cara de gente, é isto que faço:

 

  • Fazer render o duche

Porque o ínicio de qualquer ritual de beleza, pelo menos para mim, começa com o duche, metade do trabalho faz-se aqui.Quem tem bebés sabe que nem sempre é fácil tomar um duche, por isso, quando o fizermos há que aproveitar o momento. Enquanto deixam a máscara de cabelo atuar, passem um bom exfoliante corporal, seguido de um óleo hidratante próprio para usar no banho. Assim tratam da vossa pele e podem saltar o a aplicação do hidratante depois do banho.

 

  • Cabelo bonito e rápido

Para muita gente o cabelo não é um problema, ou porque requer poucos cuidados ou porque está sempre com boa pinta! Pois no meu caso é tudo ao contrário! Como o cabelo é a parte mais importante para mim, se não o tiver minimamente arranjado nem vale a pena vestir-me. No caso dos caracóis, sugiro arranjarem um penteado prático, rápido e que vos faça sentir arranjadas. Para variar, e porque eu canso-me da mesma imagem a toda a hora, também posso alisá-lo e requer assim menos manutenção.

 

  • Roupa prática

Roupa prática não significa andar sempre de fato de treino nem coisas boring todos os dias! Eu tenho um estilo muito casual e, facilmente consigo sentir-me bem vestida com roupa mais prática, contudo, mesmo para quem gosta de outros estilos um pouco mais clássicos ou informais nada como apostar em cortes que permitam mobilidade, principalmente para mães que amamentam. Não esquecer também os padrões que muitas vezes fazem toda a diferença no outfit, tornando-o mais interessante.

 

  • Maquilhagem Quick&Easy

Quem tem o hábito de carregar um pouco na make up diária e gosta de levar o seu tempo a fazê-lo: é dificil! Se já usam uma maquilhagem mais leve, apostem num bom primer e em produtos que facilitem o vosso trabalho. Eu sou mais olho tudo que boca tudo, mas como os olhos são mais trabalhosos,  sou capaz de apostar num batom mais forte se estiver numa de fazer alguma maquilhagem mais tcharan!

 

  • Unhas bonitas e funcionais

As super garras são difíceis de manter e dificultam o manuseamento do bebé (para mim, pelo menos) por isso tenho optado por mantê-las mais curtas. Um bom verniz que dure e se mantenha bonito durante mais tempo é meio caminho andando para se conseguir manter o hábito de pintar as unhas e escapar aqueles dias em que o verniz está todo a estalar mas o vosso bebé não vos permite nem  5 minutos para pintar de novo!

 

Isto é o que tenho tentado aplicar à minha rotina, se bem que, sinceramente, há dias em que simplesmente mal dá para lavar os dentes!

Um dos passos para não desesperar é aceitar que existirão dias assim e que, eventualmente, vai haver um dia em que poderão dar-se um mimo. Mesmo que tenham de alisar o cabelo em duas fases, ou parar a maquilhagem a meio, porque têm de ir cuidar do rebento, é mesmo assim e não há nada de mal com isso!

Cuidem bem de vocês e mantenham-se zen.

Mãe feliz, bebé feliz!

 

A*

Baby Loading…100%! | Relato do Parto.

Baby Loading…100%! | Relato do Parto.

Na continuação do post anterior onde digo que acordei com uma descarga de água quente a descer pelas pernas abaixo, escusado será dizer que foi hora de rumar ao hospital.

Antes disso, pedi ao Mr. que me fosse buscar uma toalha porque as águas tinham rebentado. Li em imensos sítios que o rebentar das águas não era aquele jacto que aparecia nos filmes, mas sim um pouco de líquido que sentíamos sair.

…Pois no meu caso, amigues, foi uma cascata! Estive horas a perder imenso líquido mas mantive-me sempre fresca e fofa!

Antes de sair, ainda tomei um duche, ajeitei-me minimamente (sim, passou-me pela cabeça maquilhar-me mas algo me disse que era melhor não!) agarrei na mala e saímos.

O processo de entrada no hospital foi smooth e fiquei logo lá, não fosse o César querer sair logo! Ás 17:30 estava já no quarto, equipada e à espera.

A partir das 3:00 comecei a sentir contracções de 5 em 5 minutos (finalmente soube como eram) mas aguentei-as bem…estive neste constante inspira/expira até ás 7:00 e, apesar da dor, estava bem.

A essa mesma hora levaram-me para a sala de dilatação e administraram-me logo a epidural. Sim, não me importava de ter algumas dores, como tinha tido na madrugada desse dia, mas já era suficiente!

Depois de um dia inteiro à espera que o menino decidisse sair, muito toque, e umas pernas que não se mexiam…começou o meu calvário!

Tudo o que fiz foi esperar. Esperar sem nunca ter ideia de quando é que ia dar à luz.

Fui induzida, dilatei até ao fim, treinei os empurrões e nada! Ao final da tarde começo a sentir dor, muita dor, nas costas. Uma dor contínua, cortante a que nada ajudou o meu corpo exausto, meio dormente, cheio de sede e fome.

À festa juntaram-se contracções rápidas e extremamente dolorosas que só pioravam aquela dor que eu tinha nas costas. Depois do desespero, vem a minha frustração:

Eu escolhi não passar por aquilo, mas de tanto espera aqui e espera ali, já nada fazia efeito!

Depois de comer o pão que o diabo amassou e pensar que ia morrer ali, lá alguém se lembrou que tínhamos de fazer uma cesariana de urgência!

Lembro-me de não me conseguir mexer, de tantas dores, e de ser levada para o bloco operatório onde uma médica muito gentil me explicou o que se ia passar:

Iam cortar-me mas eu não ia sentir dor, ia só sentir mexerem-me nas entranhas (!!!!) mas nada de especial.

Aquela remexida começou a incomodar-me e lembro-me de ter começado a queixar-me…a gritar! Até que veio uma máscara na direção da minha cara e cala-te lá Andreia, que ‘tamos cheios de t’oubire!

 

Já estava, o meu filho já não estava dentro da minha barriga!

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O César nasceu ás 23:25 do dia 25 de Agosto, com 3.600kgs e 50cms!

 

 

Convém frisar que foi a minha primeira cirurgia e aquela moca depois de acordar da anestesia é qualquer coisa!

  • Tenho frio.
  • Não consigo parar de tremer!
  • Não controlo o que penso nem o que digo.
  • Estou a gritar?
  • ONDE ESTÁ O MEU FILHO?
  • De repente, sinto-me faladora e bem disposta.
  • Choro, choro muito.
  • ONDE ESTÁ O MEU FILHO?
  • E O MEU MARIDO?

 

Ok, entretanto caí em mim e chorei, chorei muito. Não só da pedrada e da emoção do momento mas também porque me apercebi que não tinha estado com o meu marido, que não ia passar a noite com o meu bebé e que mal o tinha visto.

Em vez de tudo isso, passei a noite toda entubada, a oxigénio, cheia de febre e tensão alta.

O Mr. conseguiu ir ver-me, against all odds, e confirmou que o nosso bebé estava bem e ele também, apesar de tudo o que se passou.

Nunca vou conseguir exprimir o amor e a gratidão que sinto por tê-lo tido sempre a meu lado, a apoiar-me e a dar-me força! Obrigada, amor ❤

Quando, finalmente, fui para o quarto onde ia ficar nos próximos dias, os 10 minutos que esperei pelo meu baby pareceram-me eternos!

Assim que o vi, o meu coração disparou e só pensava: eras tu que estavas aqui dentro, malandro!

 

E assim acabou, por fim, toda a odisseia do parto! Finalmente o César já estava connosco e acabou tudo bem ^_^!

A maior lição que aprendi é que cada parto é um parto e, por muito que vás a pensar que vai correr assim ou assado, prepara-te! Pode não ser assim, por isso, muita força e coragem! Pode até correr melhor do que imaginas ❤

Dores paridas, dores esquecidas!

(Sim, porque o cérebro apaga as memórias de forma a que não fiquemos traumatizadas!)

A*

Baby Loading…Diário da Gravidez | Semana 35 a 40

Baby Loading…Diário da Gravidez | Semana 35 a 40

O peso da barriga aumentava de dia para dia, e além de andar tipo pinguim, nem sequer conseguia andar muito tempo seguido!

Ainda assim, super grávida, continuava sem grandes demonstrações de “epah coitada, deve estar mesmo quase” que significa: inchaços!

De resto, pude sempre contar com o palpite do transeunte que sempre se achou no direito de me dizer que ia ter 7 gémeos, que ia nascer com barba, que ia nascer no dia em questão, e que NUNCA na vida ia nascer na data prevista.

Ok. Passei só a dar aquele sorriso amarelo. Não é ofensivo, é só chato e, realmente, não tenho uma resposta para tais observações sem ser sorrir e encolher os ombros.

A partir da semana 37 comecei a sentir que estávamos mesmo a entrar no ínicio do fim!

Um belo dia, as minhas sandálias deixaram de assentar bem no pé… Omg, não…os pés estão a inchar!!!
Apesar de saber se algo normal, este era um dos meus maiores receios! Por muito que abracemos as mudanças pelas quais o nosso corpo sofre na gravidez, esta era uma transformação pela qual não queria muito passar.

Não fiquei irreconhecível nem nada que se pareça, mas só serviu para aumentar a minha ansiedade pelo dia do parto e para tê-lo cá fora.

O dia 20 de Agosto chegou e ele…nada! De indução marcada para dia 30, só me restava esperar que ele quisesse vir conhecer-nos antes.

Até que, depois de uma grande caminhada, (que fiz com algum frequência nos últimos dias) chegada a casa, e ir direta para a cama para uma merecida sesta, sinto uma descarga de água quente a descer por mim abaixo…

Já devem calcular o que veio a seguir! Para saber, continuem por aqui ❤

 

A*