É muito stressante ter um filho?

Esta semana, um amigo nosso fez-me esta pergunta e só tive tempo de dar aquele sorriso manhoso de quem está a dizer:

Senta aí que temos muito que falar!

O facto é que ele estava de saída e só tive mesmo tempo de fazer esse sorriso e disse que não era uma resposta simples mas que, numa outra ocasião, falaríamos sobre esse assunto.

É comum, quando não se tem filhos e se está naquela fase da vida em que se calhar já se pensa na cegonha, fazerem-se perguntas deste género. Perguntas simples, sucintas e diretas. Só que a parentalidade, no geral, nada tem de simples, logo a resposta a este tipo de perguntas só podem ser neste formato de testamento, como o que estou a escrever.

Alguém tem uma resposta rápida mas completa para esta pergunta?

Eu não tenho. Cada vez que me fazem perguntas destas, a minha vontade é fazer um chá (para mim é café. s.f.f), sentar e começar a debitar.

 

Afinal, é muito stressante ter um filho?

Stressante é um adjetivo redutor para a panóplia de adjetivos que podemos usar para responder a isto.

A verdade é que a paz e o descanso totais acabam no momento em que ficas grávida. A preocupação passa a ser constante e os momentos totalmente zen são raros daí em diante. Claro que isto vai depender de pessoa para pessoa mas, posso dizer que, eu, pessoa relativamente relaxada, que tenta não sofrer por antecipação e que faz de tudo para se manter calma e tranquila, notei um reboliço interior muito grande, como se o stress me estivesse a engolir em muitas situações.

Isto, para algumas pessoas, passa a ser uma grande dificuldade e até angústia, daí a necessidade da desromantização da parentalidade e da maternidade em particular. 

Ainda assim, com o passar do tempo, este “stress” tende a dissipar-se um pouco porque as rotinas acabam por implementar-se e, muitas vezes, nem nos lembramos como era antes. Pelo menos no meu caso tem sido assim e quando não é tento com que seja porque, em primeiro lugar, o passado no passado está e a vida já não é a mesma, por isso, mais vale andar para a frente, mesmo com mais 1001 responsabilidades.

Se me é permitido um conselho, o melhor é encarar as coisas com naturalidade. A vida é feita de fases e vamos sempre ter preocupações e stresses e muitas coisas que não nos vão deixar sossegados, por isso, se alguém quer ou já decidiu que vai ter filhos, o melhor é olhar para esse novo mundo com serenidade e ter consciência que se trata de um processo normal, necessário e vivido de forma diferente por cada indivíduo/casal/família.

Uma das frases mais verdadeiras que li sobre esta questão de ter bebés e do árduo trabalho que é tratarmos deles é:

Os dias são longos mas os anos são curtos.

Tudo passa, tudo muda e nós cá estamos para acompanhar essas mudanças, se possível, sem stressar muito :).

 

A*

 

 

 

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“Infectários” e ser SÓ Mãe.

Quem tem filhos pequenos a frequentar infantários sabe bem que os mesmos mais deviam chamar-se infectários! É ver miúdos todos rijos a chegarem a casa todos ranhosos, com gargantas inflamadas, febres galopantes…para não falar dos piolhos.

É tudo normal, tudo expectável e até se diz:

Assim, cria já as defesas todas!

Tudo verdade.

Mas quando isto acontece, principalmente com crianças até aos 3 anos, as mães (e muitos pais também, claro) abandonam todas as suas outras responsabilidades enquanto indivíduos para se dedicarem exclusivamente ao papel de cuidadoras. Isto não é de todo uma queixa, mas sim uma indagação:

Estamos nós cientes do que isto quer dizer? 

Vivemos numa sociedade que compreende e aceita como natural isto acontecer?

Às vezes pergunto-me se, no exercício da desromantização da maternidade, não a diabolizamos um pouco.

Nem de longe, quero passar uma ideia de necessidade de haver resignação perante as dificuldades e frustrações que a maternidade apresenta, mas valerá a pena aquele sentimento de culpa tão face à falta no trabalho para cuidar da criança doente? Será mesmo necessário sentirmo-nos tão mal por não estarmos a “fazer mais nada do que olhar pelo filho que está murchinho“?

Infelizmente, muitas mães precisam de, a toda a força, manter os seus empregos seguros para sustentar as suas crias e não podem dar-se ao “luxo” de faltar para cuidar deles em dias destes, e isso não é discutível. Não é justo julgar uma mãe que vai trabalhar e deixa o filho doente na creche, ou com quem seja.

Mas será que aqui, mais uma vez, devemos centrar as acções e consequências no indivíduo mãe? Acabando por catalogar a maternidade como fardo, como impedidor de progressão profissional, como anulação da mulher como pessoa?

O que eu quero dizer é que: da mesma forma como, erradamente, se pinta a maternidade como conto de fadas, em cores pastel e cheio de felicidade sem fim, também é possível que as vezes a pintemos como uma maldição eterna que veio, para sempre, acabar com as nossas vidas.

Porquê?

Porque, de uma forma ou outra, estamos a culpar , por tudo, só a mãe.

Não deveríamos nós esperar que todas as pessoas, entidades e instituições que nos rodeiam fizessem a sua parte? Não deveríamos nós não ter medo das consequências de faltar ao trabalho para, pasmem-se, tratar dos nossos filhos? Que são só o futuro motor da sociedade? Não deveríamos nós ter toda uma rede de apoio, como sociedades e comunidades, para podermos desempenhar só a cena mais natural deste mundo? Que, vejam lá, é o que permite que isto continue a andar para a frente!

Encontro-me nesta situação, neste momento, e tenho a certeza de que todas as mães que me lêem já passaram por isto. E não posso negar que, ás vezes, nem sei como me sentir!

 

O que é que acham?

 

A*

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Maternidade | 12 Meses 12 Factos sobre o César

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Vi este post no blog dias de uma princesa, da Catarina Beato e, apesar de ela ter escolhido enumerar 10 factos aos 10 meses da Maria Luiza, eu achei giro fazer para os 12 meses.

É um ano!

Já um ano!

 

Aqui vamos:

 

  1. Mama imenso, principalmente durante a noite.
  2. Gosta mais de salgados do que de doces.
  3. A primeira palavra foi “água” aos 10 meses, aprox.
  4. Desenhos animados só com música. Mas uma música mexida. Nada de músicas para bebé dormir.
  5. Não é grande fã de homens com barba.
  6. É um bebé bastante caseiro.
  7. Gosta de brincadeiras que envolvam sustos e guturais (!!!)
  8. Assim que entra no supermercado diz: A PAPA!
  9. Gosta de ver futebol e Dragon Ball com pai.
  10. Devia chamar-se Narciso, porque adora o próprio reflexo.
  11. ADORA iogurtes.
  12. ODEIA biberões.

 

 

A*

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Maternidade = Sororidade?

Sabem quando encontram um grupo de pessoas e pensam que, nunca na vida, vão conseguir integrar-se nesse grupo?

Isto era eu quando via aglomerados de mães.

Confesso que tinha algum preconceito e, mesmo que um dia me tornasse mãe, não ia querer fazer parte daquele grupo de mulheres que tinha perdido o nome próprio e a vida que tinha antes porque, de repente, a vida delas tinha ganho sentido com a maternidade.

Verdade seja dita, eu já não penso desta forma, contudo, continuo sem me identificar com a típica imagem da mãe que vemos por aí.

O que eu não esperava é que este grupo que eu julgava tão erradamente, fosse tão vasto e diverso. Muito mais do que eu alguma vez imaginei!

Com essa diversidade vi também sororidade! Sim, sororidade, que apesar das discórdias normais entre seres humanos, ainda se vê quando o assunto é maternidade.

A verdade é que fico muito feliz por ver solidariedade e companheirismo cada vez que uma mãe procura ajuda e as outras passam lá para dar, nem que seja, só um abraço de força e ânimo!

Porque já estou farta de perpetuarmos a ideia de que:

 

“a mulher é o pior bicho”

“não somos nada boas umas para as outras”

“não gosto de trabalhar com mulheres porque são do pior”

“as mulheres são umas invejosas”

 

Como disse acima, há discórdias, sim. Há sempre alguém a julgar, ou da mandar um bitaite desagradável mas isso é porque há pessoas que só estão bem a espalhar a sua amargura, independentemente de serem mulheres ou não!

 

Moral da história: Identifiques-te ou não com a maior parte das outras mães o certo é que, em determinada altura, vais recorrer às tuas semelhantes em busca de ajuda, inspiração, ou apenas para desabafar. Vais perceber que, muitas vezes, apesar das diferenças colossais entre todas, vão existir muitos pontos em que a maternidade vos unirá de tal maneira que saberás que podes sempre encontrar ali, junta das tuas irmãs, aquilo que precisas.

 

Certamente, haverá quem não esteja de acordo comigo e tenha outras experiências mas, da minha parte, tudo faço para que possa alimentar estar sororidade e respeito entre mulheres, que tanta falta nos faz.  Esquecer um pouco as diferenças e respeitar a individualidade de cada uma, como eu gosto que respeitem a mim. Se não respeitarem, retiro-me da discussão/situação.

Não vale a pena começarmos a enxovalhar umas às outras e criar guerras quem em nada nos vão beneficiar!

Sejamos mais companheiras, ainda que seja apenas pela única coisa que nos une:

 

A possibilidade (não necessariamente biológica) de ser mãe.

 

A*

 

 

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Alimentação Infantil | As expectativas, o respeito pelo bebé e a nossa intuição.

Com muita pesquisa e algum esforço, consegui relevar muitas coisas inerentes a ter um bebé e mentalizei-me que a alimentação ia estar incluída no grupo das coisas que sempre, sempre, iria descomplicar.

No entanto, como imaginam, isso não significa que não tenha criado expectativas e que, em todo este processo de me tornar mãe, não tenha idealizado como seria a adaptação do meu pequeno aos sólidos.

Deram-me a conhecer o BLW ainda antes do César nascer e, honestamente, foi um conceito que me seduziu por primar pela ideia do respeito pelos ritmos do bebé.

Resumidamente, o  Baby Led Weaning consiste na oferta dos alimentos no seu estado sólido, permitindo ao bebé explorar as texturas, formas e sabores ao seu ritmo, integrando-se assim, também, nas rotinas alimentares da família. Passam-se ao lado as tradicionais sopas e as comidas passadas servindo tudo isto também para fomentar a independência e a criação de uma relação da criança com a comida desde cedo.

Como boa amamentadeira que sou, o início da alimentação complementar viria, apenas, a partir dos 6 meses e sem grandes dramas ou pressas sempre com o BLW no horizonte.

Acontece que me calhou na rifa um bebé que come bem, sem birras mas que não se interessa pela comida. Não pede do nosso prato, não gosta de pegar a comida com as mãos e põe tudo na boca menos aquele pedaço de pêra que lhe dei para lanchar.

Inicialmente, não dei grande importância, pensei que com o tempo fosse mudando. Mas não. Hoje, com 10 meses, pega uma ou outra coisa mas sem grande vontade e, eventualmente, rendi-me aos purés. Apesar de ir deixando a comida com cada vez mais textura para incentivá-lo a mastigar, ele continua a preferir a comida mais passada.

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A “comer” pão de espelta

Não fiz drama nenhum à volta disto porque, apesar de achar que o BLW é o mais apropriado para os bebés, cada bebé é um mundo e há que respeitar o seu ritmo. Se o meu filho ainda não sente grande atração pela comida ainda, chegará o dia em que isso acontecerá e não vou ser eu que vou alterar o curso normal das coisas. A minha intuição levou-me a introduzir a alimentação complementar tradicional porque não vejo sentido em obrigar o miúdo a seguir um padrão que eu defini que ia ser usado.

 

É recomendado que, aos 12 meses, a criança já possa comer tudo o que a família come e, para que isso aconteça, tinha duas hipóteses:

 

  • Ou insistia no BLW e esperava que aos 12 meses já comesse de tudo connosco.
  • Ou dava-lhe a experimentar novos sabores e esperava, na mesma, que aos 12 meses já coma tudo connosco.

 

Preferi a segunda opção, porque a minha intuição assim me disse para o fazer.

Cada mãe/pai/cuidador decidirá qual o melhor caminho para o seu bebé e para a sua família.

 

 

Por aí, como introduziram, ou pensam introduzir, a alimentação complementar dos vossos mini-me’s?

 

A*

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Mãe & Bebé | 4 Pontos a reter nos momentos difíceis.

Depois de tantas mulheres fazerem referência e relataram as suas histórias mostrando a maternidade real, não podia deixar de abordar este assunto.

O meu filho só tem 9 meses, por isso, a minha experiência vai apenas desde puerpério  até adpatação a este novo papel de mãe.

Considero ter tido um puerpério tranquilo, contudo, isso não significa que todos os dias destes últimos 9 meses tenham sido só rosas. Não.

Mesmo em situações onde não somos levadas ao extremo todos os dias, vai sempre haver alturas em que vamos querer fechar-nos na casa de banho e chorar para todo o sempre. Porque não há preparação que chegue para a tão exigente e constante demanda do ser humano como mãe. Ainda para mais quando a cria comunica com choro, impaciência e imprevisibilidade.

Tudo isto é normal e, excepto quando estamos perante um caso de depressão pós-parto, há pequenas coisas que podemos reter, para ajudar a enfrentar estes momentos.

Eu sei que muitas mulheres se sentem completamente sós e abandonadas nestes momentos, independentemente de estarem rodeadas de pessoas que as amam e apoiam. Não é fácil antever aquilo de que aquela mãe descabelada e chorosa precisa porque, mesmo querendo ficar com o bebé uns momentos para a mãe descansar, isso nem sempre significa que esta é a melhor ajuda. Por vezes, nem nós, a mães, sabemos como pedir ajuda porque além do cansaço físico, temos uma culpa infundada que nos manda sermos nós a tratar da criança (custe o que custar) e um cansaço mental de tal ordem que já só queremos fazer pausa no tempo e não ter de decidir absolutamente nada. Além disso, o meu principal objetivo ao escrever este artigo, é tentar ser útil àquelas mães que, realmente, estão sozinhas.

Aquelas mães que não têm os avós do bebé por perto, ou que o outro cuidador da criança passe o dia todo, ou mesmo temporadas, fora de casa, ou então, e principalmente, aquelas mães que são abandonadas.

 

Pelas famílias, pelos progenitores do bebé, pela sociedade.

 

Estas mulheres precisam de alento, de ajuda e, desta forma, ainda que sirva de pouco, quero deixar o meu contributo.

Por isso, quando estiverem à beira de uma crise, pensem:

 

  • Vai passar!  – Esta é a frase mais poderosa para qualquer mãe naqueles momentos em que o bebé não está a reagir bem a nenhum dos nossos esforços. É um mantra que devemos repetir as vezes que forem necessárias até entendermos o que realmente quer dizer. Nada nesta vida é eterno e o choro compulsivo vai, sim, passar. A angústia de não poder ir sequer à casa de banho, vai passar. O nó na garganta que acompanha a vontade de fugir a correr, vai passar. Tudo isto vai passar (e rápido)!

 

  • 100% Mãe – Um dos meus maiores medos era perder-me no meio do meu novo título (como já referi aqui inúmeras vezes), deixar de saber quem era, o que fazia e do que gostava porque agora era a mãe do César. A verdade é que estas coisas não se misturam, ou seja, tu não vais deixar de ser quem és porque te tornaste mãe mas, a partir do momento em que aceitamos que vamos ser mães, às vezes, é preciso assumir o papel a 100%. Há momentos em que temos de por de lado aquela vontade de ir deitar no sofá a ler, ou ir ouvir música enquanto arrumamos a casa, ou gastar 2 horas a arranjar o cabelo e a maquilhagem para sair, porque nesses momentos temos mesmo de ser só mães. Para facilitar a nossa própria vida. São fases, momentos, não é a vida toda (lembrem-se, vai passar). É como quando começamos a trabalhar: De manhã apetece-me dormir mais uma hora, mas ao contrário do que fazia na faculdade, não posso deixar passar esta hora, tenho de levantar já. Nesse momento, eu tenho de ser a trabalhadora X , que entra a hora Y, não a Andreia que tem dificuldades em acordar cedo.  Pouco depois do meu filho nascer li uma coisa que mudou muito a minha forma de encarar estes momentos:

 

“Já viram uma gata parida? Ela fica lá, estirada o dia todo, o dia todo mesmo, só de vez em quando levanta e vai comer algo e tomar uma água, aí já tá de volta aos filhotes. Isto é instinto, está inscrito profundamente na nossa essência mamífera.”

Retirado daqui, este artigo é sobre a amamentação mas ajudou-me muito, também, em outros momentos mais difíceis.

 

  • Reconhece o teu próprio esforço – É incrível como sentimos que estamos a fazer tudo mal e que somos fracas, precisamente, nos momentos em que estamos a dar o máximo que alguma vez demos! Se mesmo as mulheres que têm apoio de terceiros devem reconhecer e valorizar o esforço que fazem, as que estão sós devem orgulhar-se muito, muito mesmo, de tudo aquilo que enfrentam sozinhas. Quando estiveres ao ponto de desabar, pensa na força que tens, que, apesar de não parecer, estás a fazer tudo bem e que poucas coisas serão tão desafiantes como a situação em que te encontras. Depois disto, estarás preparada para qualquer coisa, por isso, reconhece o teu esforço e alegra-te pois o pior já (quase) passou!

 

  • Ninguém merece mais o teu empenho:  Se não aguentas mais, é porque só tu consegues, de uma forma ou de outra, contornar esse momento complexo. Mesmo as mães que têm outras pessoas que podem ajudar, provavelmente, vão acabar por ser elas a comandar a situação, porque são elas de quem o bebé precisa. E não há ser que mereça mais a tua dedicação que esse bebé que só te quer a ti! Se pensarmos na quantidade de vezes que nos esforçámos, sacrificámos, até anulámos por pessoas, entidade e situações que não mereceram, de todo, o nosso empenho, rapidamente chegamos à conclusão que não há nervos mais bem gastos que estes que sentimos enquanto tentamos acalmar um bebé inconsolável.

 

Eu não sou  life coach, nem expert na matéria mas li muitos testemunhos de outras mães de forma a poder ajudar-me a mim mesma. Precisei de interiorizar estas coisas para encarar a maternidade da melhor forma possível e não deixar que os momentos difíceis sugassem a minha vida. Continuo a fazê-lo e, apesar de não ser fácil, tento sempre centrar-me 4 pontos para não pirar!

 

E vocês? Alguma dica?

Espero ter podido ajudar ❤

 

A*

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TAG | Mãe de primeira viagem.

Ninguém me tagou, mas eu vou responder e quem quiser, pode e deve responder também 🙂

1. Trabalhas fora ou és dona de casa?

As duas coisas.

2. Gostarias que fosse diferente (referente a pergunta acima)?

Para já, está bem assim!

3. Partilhas a cama com teu filho (a)?

Sim.

4. Um produto de bebé que sem o qual não vives.

Não é exclusivo para bebés mas a resposta é soro fisiológico.

5. Quantos filhos vocês pretendem ou planeiam ter?

Não me importava de ter mais um, mas ainda é cedo.

6. Date night?

Not yet.

7. Qual o programa favorito do seu filho? Ou Atividade ou brinquedo?

GALINHA PINTADINHA, comando da televisão, brincadeiras que envolvam sustos (a sério).

8. Uma coisa que compraste antes de ter o teu filho (a) mas que nunca usaste.

Alguns sapatinhos.

9. A comida favorita do teu filho (a).

Leite materno.

10. Quantos carros têm?

Zero.

11. Peso antes da gravidez, quanto aumntou na gravidez e quanto perdeste depois da gravidez.

Antes: 69kg ; No final da gravidez: 82kg; Atualmente: 66kgs.

12. Férias dos sonhos com o teu filho (a).

Tudo o que envolva natureza.

13. Férias dos sonhos sem o teu filho (a).

Não há, quero que ele nos acompanhe em todos os destinos.

14. Como mudou a tua vida desde que o teu filho (a) nasceu?

Não há momentos mortos.

15. Termina a frase: O meu coração derrete quando o meu filho (a)…

Olha para mim quando está algumas horas sem me ver <3.

16. Onde compras coisas (roupas e afins) para o teu filho (a)?

Primark, Jumbo, Ebay, C&A.

17. Produto favorito de maquilhagem e pele para mamã.

Os mesmos de antes.

18. Fraldas fashion, sim ou não?

Nope.

19. Você sempre quis ter filhos?

Não.

20. Qual a melhor parte de ser mãe?

Aprender tanto com alguém que, supostamente, és tu que tens de ensinar.

 

 

Esta TAG foi criada pela Flávia Calina. Quem não conhece, é uma blogger e youtuber brasileira que partilha imenso sobre maternidade. Vale a pena espreitar!

 

A*

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Mãe & Bebé | A minha experiencia com o Babywearing

Mesmo antes de nascer o pequeno, sabia que queria um método de transporte complementar ao tão tradicional carrinho.

Não só era costume ver familiares a carregarem os seus bebés, como também havia de ter em conta o facto de viver numa cidade grande, sem carro, onde certamente teria de desenvencilhar-me facilmente em metros, autocarros e o diabo a 7!

Deparei-me então com o vasto (vastíssimo!) e bonito mundo do Babywearing! Convenhamos, isto não é nada de novo, muito pelo contrário, antes das modernices dos carrinhos já as mulheres carregavam as suas crias, quer ao peito, quer às costas. Algo que ainda se vê em muitos países Africanos e Asiáticos, permite ás mães continuarem com os seus trabalhos e vida quotidiana enquanto levam os seus bebés “ao colo”!

Pois é, isto era mesmo que eu precisava, um kit de mãos livres que, ainda assim, deixa-me ter o rebento bem juntinho a mim.

Quando me decidi começar a pesquisar, vi que tinha tantas, mas tantas opções que quase logo pensei em desistir. Tinha de aprender uma série de termos novos, conhecer os modelos disponíveis e, acima de tudo, saber quais os portes ergonómicos.

A escolha de um porta-bebés deve ser cuidada, no sentido em que há que pensar na ergonomia do mesmo (para que respeite a posição natural do bebé) e no conforto para o carregador.

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Como podem ver nas imagens acima, o bebé deve ir sentado e com os joelhos dobrados e não pendurado pela zona pélvica. Infelizmente, muitas marcas conceituadas vendem marsúpios não ergonómicos pois deixam a cria pendurada e de costas rectas, quando o que se pretende é um painel flexível que respeite a curvatura natural da coluna do bebé.

Posto isto, optei por um carregador ergonómico, flexível e fácil de usar : o Mei Tai.

O Mei Tai é um modelo asiático que permite qualquer pessoa, independentemente da sua estatura, carregar o bebé. É composto por um painel flexível e 4 tiras que servem para amarrar na cintura e nas costas.

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Posso afirmar que esta é a forma mais cómoda que tenho de transportar o César e, arrisco dizer, a que ele mais gosta. Vai ao colo, quentinho, a ver tudo e acaba sempre por adormecer.

Comprei o meu aqui !

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Por aí também carregam os vossos rebentos?

 

A*

 

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O que tenho na Mala do bebé.

Nunca na vida me questionei o que iria dentro da tão necessária mala do bebé!

Acho que a única coisa que sabia que tinha de incluir eram fraldas, porque o resto era um mistério.

Hoje partilho convosco os artigos que trago na mala do César, sendo que algumas coisas podem variar consoante a saída.

 

Fraldas: Normalmente levo sempre 4 comigo, mesmo se a saída for durante todo o dia chega perfeitamente.

Toalhitas: Servem paraa tudo!

Creme para o rabinho: Mantenho sempre um creme em tamanho viagem ou amostra na mala e só serve para quando estamos fora de casa.

Soro Fisiológico: Dá sempre jeito ter soro quando temos um bebé. Serve para limpar o nariz, um arranhão ou qualquer outra coisa que precisem.

Gel limpeza de mãos: Como andamos na rua, não é fácil manter as mãos limpas devidamente, por isso este gel é indispensável para mim.

Fralda de Pano: Para tapar o bebé, limpá-lo, forrar a superficie onde tenhamos de colocar o bebé, por alguma razão…1001 utilizções

Babete Extra: Porque os babetes sujam-se e molham-se num piscar de olhos.

Tapete impermeável: Para as mudas das fraldas.

 

 

Estes são os artigos básicos que andam sempre comigo. Posso acrescentar roupa caso passemos mais tempo fora e haja alguma explosão de cocó ou um dilúvio de xixi :p

 

E vocês o que levam na mala dos vossos bebés?

 

Á*

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Amamentação | A minha experiência.

Já antes do nascimento do César sabia que ia querer amamentar. Era um assunto completamente desconhecido para mim e apenas sabia que havia algumas mulheres que – supostamente – não tinham leite. Dizia frequentemente, quase em tom de prece: Espero ter leite!

Descobri mais tarde, após muita pesquisa, que sim, todas temos leite. Pode ser que algumas mulheres precisem de mais estímulo ou tempo para conseguir fazê-lo aparecer, mas ele está lá.

Confesso que, inicialmente, vi a amamentação como uma opção algo egoísta, no sentido em que, seria uma forma prática e económica de alimentar o meu filho. Tudo isto não deixa de ser verdade, contudo, existem inúmeros benefícios para a saúde do bebé (e da mãe também) e, rapidamente, comecei a informar-me sobre o assunto e a saber que iria fazer de tudo para conseguir amamentar o meu filho o máximo de tempo possível.

O início não é fácil!

 Não acho que tenha sofrido muito comparado com os testemunhos de coragem e perseverança que vou vendo por aí mas foram 3 semanas de muita dor e sensação de que os meus mamilos iriam cair a qualquer momento.

Como o César mamava muito, muito, MUUUUUIIIITOOO (e continua, apesar de já fazer pausas um pouco maiores) sobrou-me bastante tempo não só para me habituar ás dores, assim como ler tudo aquilo que podia sobre amamentação!

Com o tempo, as dores foram desaparecendo e dar de mamar passou a fazer parte da minha rotina como algo natural e muito gratificante.

Não me tornei fundamentalista da amamentação e acho que a mãe que decide dar fórmula ao seu filho não é menos mãe mas, infelizmente, dá para ver que muitas mães são mal informadas e persuadidas a dar leite de lata aos seus bebés à primeira dificuldade. Atenção, não estou a dizer que são fracas, ou que desistem à primeira, o que quero dizer é que, em momentos de dificuldade, procurem alguém especializado no assunto, ou outros profissionais de saúde pró-amamentação. Na maior parte das vezes as mães precisam de apoio e confiança nelas mesmas.

Nada de dar ouvidas a bitaites tipo:

O teu leite é fraco!

A criança ficou com fome!

Tens pouco leite!

Repito: não estou a condenar (até porque nem tenho direito de o fazer) a mãe que decide dar LA, apenas digo que quem quiser mesmo dar mama, procure ajuda. Se no fim não estiverem para sofrer mais e ficarem ansiosas, pois venha de lá a lata! Mas que seja por vossa própria iniciativa e não conselhos alheios de pessoas que, provavelmente, sabem pouco sobre o que estão a dizer! A minha máxima desde que me tornei mãe é: mamã feliz, bebé feliz, por isso, a decisão é vossa, seja ela qual for.

Até agora estou a conseguir amamentar em exclusivo e em LIVRE DEMANDA (esqueçam o relógio) e, ainda que tenha havido momentos em que pensei seriamente se isto seria uma situação viável porque passava o dia inteiro a dar mama ao pequeno (acho que acontece a toda a mãe de primeira viagem), é algo que pretendo fazer até aos 6 meses tal como recomenda a Organização Mundial de Saúde e, após esse marco, continuar até aos 2 anos, pelo menos.

Aguardam-me ainda muitos desafios mas esperemos que a amamentação continue a ser um sucesso!

 

Se estão a passar por esta fase ou prestes a, por favor, não hesitem em partilhar aqui as vossas experiências e/ ou inquietações.

 

 

A*

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