É muito stressante ter um filho?

Esta semana, um amigo nosso fez-me esta pergunta e só tive tempo de dar aquele sorriso manhoso de quem está a dizer:

Senta aí que temos muito que falar!

O facto é que ele estava de saída e só tive mesmo tempo de fazer esse sorriso e disse que não era uma resposta simples mas que, numa outra ocasião, falaríamos sobre esse assunto.

É comum, quando não se tem filhos e se está naquela fase da vida em que se calhar já se pensa na cegonha, fazerem-se perguntas deste género. Perguntas simples, sucintas e diretas. Só que a parentalidade, no geral, nada tem de simples, logo a resposta a este tipo de perguntas só podem ser neste formato de testamento, como o que estou a escrever.

Alguém tem uma resposta rápida mas completa para esta pergunta?

Eu não tenho. Cada vez que me fazem perguntas destas, a minha vontade é fazer um chá (para mim é café. s.f.f), sentar e começar a debitar.

 

Afinal, é muito stressante ter um filho?

Stressante é um adjetivo redutor para a panóplia de adjetivos que podemos usar para responder a isto.

A verdade é que a paz e o descanso totais acabam no momento em que ficas grávida. A preocupação passa a ser constante e os momentos totalmente zen são raros daí em diante. Claro que isto vai depender de pessoa para pessoa mas, posso dizer que, eu, pessoa relativamente relaxada, que tenta não sofrer por antecipação e que faz de tudo para se manter calma e tranquila, notei um reboliço interior muito grande, como se o stress me estivesse a engolir em muitas situações.

Isto, para algumas pessoas, passa a ser uma grande dificuldade e até angústia, daí a necessidade da desromantização da parentalidade e da maternidade em particular. 

Ainda assim, com o passar do tempo, este “stress” tende a dissipar-se um pouco porque as rotinas acabam por implementar-se e, muitas vezes, nem nos lembramos como era antes. Pelo menos no meu caso tem sido assim e quando não é tento com que seja porque, em primeiro lugar, o passado no passado está e a vida já não é a mesma, por isso, mais vale andar para a frente, mesmo com mais 1001 responsabilidades.

Se me é permitido um conselho, o melhor é encarar as coisas com naturalidade. A vida é feita de fases e vamos sempre ter preocupações e stresses e muitas coisas que não nos vão deixar sossegados, por isso, se alguém quer ou já decidiu que vai ter filhos, o melhor é olhar para esse novo mundo com serenidade e ter consciência que se trata de um processo normal, necessário e vivido de forma diferente por cada indivíduo/casal/família.

Uma das frases mais verdadeiras que li sobre esta questão de ter bebés e do árduo trabalho que é tratarmos deles é:

Os dias são longos mas os anos são curtos.

Tudo passa, tudo muda e nós cá estamos para acompanhar essas mudanças, se possível, sem stressar muito :).

 

A*

 

 

 

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Mãe & Bebé | Dicas para viajar de avião com o bebé.

Admito que, antes de chegar o dia em que ia viajar de avião pela primeira vez com um bebé de 4 meses, tinha alguns (muitos?) receios!

 

Será que ele aguenta?

Como é que vou acalmá-lo no avião?

Vai ser um stress com carrinhos, malinhas e todas as traquitanas que o bebé precisa de ter disponíveis.

Será que vai haver problemas na altura da descolagem? Aterragem?

 

Vamos lá com calma!

Após umas seis viagens de avião, 2 delas sozinha com o César, já me sinto confortável para dar algumas dicas.

 

  • Usar e abusar do BabywearingOs bebés mais pequenos também são mais difíceis de acalmar e, nestas alturas, o babywearing costuma ser a salvação. Na primeira vez que viajei, usei o mei-tai alternado com o carrinho para ter uma forma de sossegar o César, ao mesmo tempo que não limitava os meus movimentos.

 

  • Prioridade, sim!: Normalmente, em todo o processo de check-in, segurança e embarque ,as famílias com crianças/bebés têm prioridade. Na parte da segurança, costuma até haver uma fila só destinada para estes grupos, contudo, na minha última viagem houve um segurança espertinho que me disse que a fila era única. Nope, não é, e eu vou passar. Isto para dizer que, não deixem de exigir o vosso direito. As crianças não precisam de ir ao colo para se ter prioridade, por isso, não deixem que vos enganem.

 

  • Levar na babagem de mão o indispensável: Em vez de trazermos a casa às costas com coisas que não vamos precisar nos próximos 3 meses, é importante que saibamos limitar a bagagem de mão para o bebé com o que realmente precisamos. Dependendo se se trata de viagens de curto ou longo curso, para as mais curtas basta apenas o essencial e de necessidade imediata. Tudo isto também depende da idade do bebé e do tipo de alimentação. Podem levar na bagagem de mão líquidos e cremes para o bebé sem problema.

 

  • Peito/chupeta/biberão na hora de descolagem/aterragem: Nestes momentos, colocar o bebé ao peito, ou oferecer-lhe a chupeta para que não haja problemas com os ouvidos. Além do que, a sucção tranquiliza muito o bebé.

 

  • Relaxar:  Ok, esta parte é a mais importante. Há que aceitar que o bebé pode chorar, pode sentir-se incomodado e pode não dormir durante a viagem. E é mesmo assim! Os bebés choram! Se alguém vos der algum olhar de censura, ignorem e tentem manter-se calmos porque stressarem só vai piorar a situação. Para os bebés amamentados, aconselho a ter o peito sempre disponível pois ajuda muito. Ser criativo e não ter vergonha de fazer palhaçadas para entreter a cria também é bom e sempre se riem um pouco.

 

Costumam viajar com os vossos rebentos? Como é a experiência?

 

A*

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5 dicas de beleza para a recém-mamã!

Sempre disse que, no que dependesse de mim, não iria anular-me face ao meu novo papel de mãe.

Isto inclui vários aspectos da minha existência mas hoje vamos falar de beleza que, não só é o foco do blog, como também uma das coisas que mais tememos ver apenas de longe quando nos tornamos mães.

Claro que sabemos que não teremos a mesma disponibilidade, nem a mesma liberdade de estilar a torto e a direito, pelo menos não nos primeiros tempos, mas isso não significa que nos negligenciemos nem que o nosso único papel seja ser mãe e esquecer o resto.

Just my two cents, anyway.

 

Então, assim que sinto que necessito de tirar o pijama e voltar a ter cara de gente, é isto que faço:

 

  • Fazer render o duche

Porque o ínicio de qualquer ritual de beleza, pelo menos para mim, começa com o duche, metade do trabalho faz-se aqui.Quem tem bebés sabe que nem sempre é fácil tomar um duche, por isso, quando o fizermos há que aproveitar o momento. Enquanto deixam a máscara de cabelo atuar, passem um bom exfoliante corporal, seguido de um óleo hidratante próprio para usar no banho. Assim tratam da vossa pele e podem saltar o a aplicação do hidratante depois do banho.

 

  • Cabelo bonito e rápido

Para muita gente o cabelo não é um problema, ou porque requer poucos cuidados ou porque está sempre com boa pinta! Pois no meu caso é tudo ao contrário! Como o cabelo é a parte mais importante para mim, se não o tiver minimamente arranjado nem vale a pena vestir-me. No caso dos caracóis, sugiro arranjarem um penteado prático, rápido e que vos faça sentir arranjadas. Para variar, e porque eu canso-me da mesma imagem a toda a hora, também posso alisá-lo e requer assim menos manutenção.

 

  • Roupa prática

Roupa prática não significa andar sempre de fato de treino nem coisas boring todos os dias! Eu tenho um estilo muito casual e, facilmente consigo sentir-me bem vestida com roupa mais prática, contudo, mesmo para quem gosta de outros estilos um pouco mais clássicos ou informais nada como apostar em cortes que permitam mobilidade, principalmente para mães que amamentam. Não esquecer também os padrões que muitas vezes fazem toda a diferença no outfit, tornando-o mais interessante.

 

  • Maquilhagem Quick&Easy

Quem tem o hábito de carregar um pouco na make up diária e gosta de levar o seu tempo a fazê-lo: é dificil! Se já usam uma maquilhagem mais leve, apostem num bom primer e em produtos que facilitem o vosso trabalho. Eu sou mais olho tudo que boca tudo, mas como os olhos são mais trabalhosos,  sou capaz de apostar num batom mais forte se estiver numa de fazer alguma maquilhagem mais tcharan!

 

  • Unhas bonitas e funcionais

As super garras são difíceis de manter e dificultam o manuseamento do bebé (para mim, pelo menos) por isso tenho optado por mantê-las mais curtas. Um bom verniz que dure e se mantenha bonito durante mais tempo é meio caminho andando para se conseguir manter o hábito de pintar as unhas e escapar aqueles dias em que o verniz está todo a estalar mas o vosso bebé não vos permite nem  5 minutos para pintar de novo!

 

Isto é o que tenho tentado aplicar à minha rotina, se bem que, sinceramente, há dias em que simplesmente mal dá para lavar os dentes!

Um dos passos para não desesperar é aceitar que existirão dias assim e que, eventualmente, vai haver um dia em que poderão dar-se um mimo. Mesmo que tenham de alisar o cabelo em duas fases, ou parar a maquilhagem a meio, porque têm de ir cuidar do rebento, é mesmo assim e não há nada de mal com isso!

Cuidem bem de vocês e mantenham-se zen.

Mãe feliz, bebé feliz!

 

A*

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