Organização das Férias | Verão, viagens e um bebé!

Organização das Férias | Verão, viagens e um bebé!

Pela primeira vez fazemos férias típicas de Verão! Praia, piscina e chinelo no pé.

Ugh, nunca gostei deste tipo de férias, nunca foi o meu género. Eu queria era andar a tchilar na cidade, ver multidões, metrópoles e, se desse, fazer umas compritas.

MAS!

 

O que nunca me tinha ocorrido é que eu sempre vivi num sítio brindado por belas praias a 10 minutos de carro, onde o ritmo de vida é calmo *pasmaceira* e de onde sempre quis sair para ver esse mundo tão agitado e avançado!

…Até há bem pouco tempo!

Como o cansaço é imensurável e como já tive a sorte de visitar muitos destinos como os que descrevo acima, está na hora e ir apanhar sol nestas pernas cor de lula!

É a primeira vez que faço férias destas e, ainda por cima, com um bebé! Ok, depois de panicar por 5 minutos por pensar não conseguir organizar a logística, respirei fundo e pus a cabeça a trabalhar.

Coube-me a mim organizar e planear tudo o que precisamos de levar, e de ter, durante a nossa estadia nas próximas duas semanas, pelo que, o primeiro passo é ver o que temos em casa em vez de correr para a rua para comprar coisas para levar.

Noutras alturas, terias comprado uma data de trapos e coisas de praia só porque sim, mas como continuo a moderar o consumismo e a dar o máximo uso ao que já tenho, não comprei nada. Nem o bikini de cintura alta que eu queria. Para quê se tenho ali um perfeitamente funcional?

Para o Mr. pouca coisa foi precisa também, e para o César também não comprei nada. Tudo o que temos em casa serve para levar e utilizar perfeitamente por algum tempo:

  • Fraldas
  • Fraldas para a água
  • Toalhitas
  • Protetor solar
  • Creme hidratante
  • Roupa de banho
  • Chinelos/ sandálias

A única coisa que precisei mesmo de comprar foram toalhas de praia que aqui os citadinos não tinham!

Fora tudo isto, o que me andava a moer o juízo a sério era a comida do César. Como sabem, ele tem 11 meses e no que diz respeito a sólidos, vai picando sem grande interesse, o que torna esta coisa toda menos fácil. Não quero andar a pedir para lhe fazerem sopas em sítios que não conheço porque não só me arrisco a ter uma sopa insípida, como a ser obrigada a dar ao miúdo a mesma coisa todos os dias. Comida de boião também estava fora de questão porque ele detesta, e eu também não me estou a ver a dar comida embalada todos os dias.

Posto isto, e como só os primeiros 4 dias é que serão mais desafiantes no que diz respeito às refeições do pequeno, decidi por-me a mexer:

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Vou levar a comida congelada!

 

É a única maneira que tenho de garantir que come bem, variado, saudável e o que precisa. Assim, pode ir picando do que é nosso, se quiser, mas se não quiser, pelo menos, está alimentado.

O resto dos preparativos passa apenas por lavar roupa, arrumar e limpar a casa a fundo (porque eu gosto de chegar a casa e tê-la num brinco) lavar as forras do carrinho, lavar o mei tai, e fazer as malas!

 

A ver se é desta que descanso :p!

 

Boas férias ❤

 

A*

 

 

Alimentação Infantil | As expectativas, o respeito pelo bebé e a nossa intuição.

Alimentação Infantil | As expectativas, o respeito pelo bebé e a nossa intuição.

Com muita pesquisa e algum esforço, consegui relevar muitas coisas inerentes a ter um bebé e mentalizei-me que a alimentação ia estar incluída no grupo das coisas que sempre, sempre, iria descomplicar.

No entanto, como imaginam, isso não significa que não tenha criado expectativas e que, em todo este processo de me tornar mãe, não tenha idealizado como seria a adaptação do meu pequeno aos sólidos.

Deram-me a conhecer o BLW ainda antes do César nascer e, honestamente, foi um conceito que me seduziu por primar pela ideia do respeito pelos ritmos do bebé.

Resumidamente, o  Baby Led Weaning consiste na oferta dos alimentos no seu estado sólido, permitindo ao bebé explorar as texturas, formas e sabores ao seu ritmo, integrando-se assim, também, nas rotinas alimentares da família. Passam-se ao lado as tradicionais sopas e as comidas passadas servindo tudo isto também para fomentar a independência e a criação de uma relação da criança com a comida desde cedo.

Como boa amamentadeira que sou, o início da alimentação complementar viria, apenas, a partir dos 6 meses e sem grandes dramas ou pressas sempre com o BLW no horizonte.

Acontece que me calhou na rifa um bebé que come bem, sem birras mas que não se interessa pela comida. Não pede do nosso prato, não gosta de pegar a comida com as mãos e põe tudo na boca menos aquele pedaço de pêra que lhe dei para lanchar.

Inicialmente, não dei grande importância, pensei que com o tempo fosse mudando. Mas não. Hoje, com 10 meses, pega uma ou outra coisa mas sem grande vontade e, eventualmente, rendi-me aos purés. Apesar de ir deixando a comida com cada vez mais textura para incentivá-lo a mastigar, ele continua a preferir a comida mais passada.

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A “comer” pão de espelta

Não fiz drama nenhum à volta disto porque, apesar de achar que o BLW é o mais apropriado para os bebés, cada bebé é um mundo e há que respeitar o seu ritmo. Se o meu filho ainda não sente grande atração pela comida ainda, chegará o dia em que isso acontecerá e não vou ser eu que vou alterar o curso normal das coisas. A minha intuição levou-me a introduzir a alimentação complementar tradicional porque não vejo sentido em obrigar o miúdo a seguir um padrão que eu defini que ia ser usado.

 

É recomendado que, aos 12 meses, a criança já possa comer tudo o que a família come e, para que isso aconteça, tinha duas hipóteses:

 

  • Ou insistia no BLW e esperava que aos 12 meses já comesse de tudo connosco.
  • Ou dava-lhe a experimentar novos sabores e esperava, na mesma, que aos 12 meses já coma tudo connosco.

 

Preferi a segunda opção, porque a minha intuição assim me disse para o fazer.

Cada mãe/pai/cuidador decidirá qual o melhor caminho para o seu bebé e para a sua família.

 

 

Por aí, como introduziram, ou pensam introduzir, a alimentação complementar dos vossos mini-me’s?

 

A*

Review | Alimentação Infantil Holle

Review | Alimentação Infantil Holle

Após concluir os 6 meses de aleitamento materno exclusivo, introduzimos a alimentação complementar do César sabendo que, desde já, iríamos dar prioridade a comida caseira e o mais saudável possível.

Isto significa que os açúcares refinados estariam fora da equação e que quanto mais natural, melhor.

No entanto, não posso mentir e dizer que a conveniência das farinhas ou das comidas que já vêm feitas não me é necessária. Até aquela bolachinha do desenrasque faz falta. E a típica bolacha Maria não era, de todo, aquilo que procurava.

Dentro das pesquisas extensivas em fóruns, grupos de Facebook e outros blogs, descobri a Holle.

A Holle é uma marca alemã de alimentação infantil ecológica que aposta em manter os seus produtos naturais, renunciando a químicos, açúcares refinados e conservantes. A matéria prima utilizado é proveniente de agricultura ecológica e biodinâmica, mantendo assim o respeito pelo valor nutricional dos alimentos.

Bingo!

É isto mesmo que eu quero! Desde farinhas de cereais integrais, leites em pó, purés de legumes a bolachas, a selecção da Holle é bastante variada.

Para experimentar, comprei duas farinhas: Muesli e 3 Cereais e Biscoitos de Espelta.

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As farinhas podem ser preparadas com leite (materno, fórmula ou de origem animal) ou com água.

Já experimentámos a de Muesli e ficámos fãs!

Os biscoitos também são ótimos e dão para o pequeno ir mordiscando sem os partir facilmente.

 

Ingredientes e valores nutricionais médios dos Biscoitos de Espelta aqui.

Ingredientes e valores nutricionais médios da papa de Muesli aqui.

Ingredientes e valores nutricionais médios da papa de 3 Cereais aqui

 

Eu fiz a minha compra na Bebitus (espanhola) mas, como podem ver pelos links acima, o Celeiro também vende esta marca.

 

Por aqui já usaram? Planeiam experimentar?

 

A*

Amamentação | A minha experiência.

Amamentação | A minha experiência.

Já antes do nascimento do César sabia que ia querer amamentar. Era um assunto completamente desconhecido para mim e apenas sabia que havia algumas mulheres que – supostamente – não tinham leite. Dizia frequentemente, quase em tom de prece: Espero ter leite!

Descobri mais tarde, após muita pesquisa, que sim, todas temos leite. Pode ser que algumas mulheres precisem de mais estímulo ou tempo para conseguir fazê-lo aparecer, mas ele está lá.

Confesso que, inicialmente, vi a amamentação como uma opção algo egoísta, no sentido em que, seria uma forma prática e económica de alimentar o meu filho. Tudo isto não deixa de ser verdade, contudo, existem inúmeros benefícios para a saúde do bebé (e da mãe também) e, rapidamente, comecei a informar-me sobre o assunto e a saber que iria fazer de tudo para conseguir amamentar o meu filho o máximo de tempo possível.

O início não é fácil!

 Não acho que tenha sofrido muito comparado com os testemunhos de coragem e perseverança que vou vendo por aí mas foram 3 semanas de muita dor e sensação de que os meus mamilos iriam cair a qualquer momento.

Como o César mamava muito, muito, MUUUUUIIIITOOO (e continua, apesar de já fazer pausas um pouco maiores) sobrou-me bastante tempo não só para me habituar ás dores, assim como ler tudo aquilo que podia sobre amamentação!

Com o tempo, as dores foram desaparecendo e dar de mamar passou a fazer parte da minha rotina como algo natural e muito gratificante.

Não me tornei fundamentalista da amamentação e acho que a mãe que decide dar fórmula ao seu filho não é menos mãe mas, infelizmente, dá para ver que muitas mães são mal informadas e persuadidas a dar leite de lata aos seus bebés à primeira dificuldade. Atenção, não estou a dizer que são fracas, ou que desistem à primeira, o que quero dizer é que, em momentos de dificuldade, procurem alguém especializado no assunto, ou outros profissionais de saúde pró-amamentação. Na maior parte das vezes as mães precisam de apoio e confiança nelas mesmas.

Nada de dar ouvidas a bitaites tipo:

O teu leite é fraco!

A criança ficou com fome!

Tens pouco leite!

Repito: não estou a condenar (até porque nem tenho direito de o fazer) a mãe que decide dar LA, apenas digo que quem quiser mesmo dar mama, procure ajuda. Se no fim não estiverem para sofrer mais e ficarem ansiosas, pois venha de lá a lata! Mas que seja por vossa própria iniciativa e não conselhos alheios de pessoas que, provavelmente, sabem pouco sobre o que estão a dizer! A minha máxima desde que me tornei mãe é: mamã feliz, bebé feliz, por isso, a decisão é vossa, seja ela qual for.

Até agora estou a conseguir amamentar em exclusivo e em LIVRE DEMANDA (esqueçam o relógio) e, ainda que tenha havido momentos em que pensei seriamente se isto seria uma situação viável porque passava o dia inteiro a dar mama ao pequeno (acho que acontece a toda a mãe de primeira viagem), é algo que pretendo fazer até aos 6 meses tal como recomenda a Organização Mundial de Saúde e, após esse marco, continuar até aos 2 anos, pelo menos.

Aguardam-me ainda muitos desafios mas esperemos que a amamentação continue a ser um sucesso!

 

Se estão a passar por esta fase ou prestes a, por favor, não hesitem em partilhar aqui as vossas experiências e/ ou inquietações.

 

 

A*