UPDATE | Estar onde somos necessários.

UPDATE | Estar onde somos necessários.

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Ainda não é desta que trago de volta os posts das fotos da semana nem nada que faça parte da “programação” normal aqui do sítio (como se isto fosse algo organizado e regular…).

Tenho estado ausente do blog porque acho, definitivamente, que devemos estar onde somos necessários.

Infelizmente, perdi um familiar muito próximo e durante este período de sofrimento e luto, foi preciso estar só e a 100% dedicada à minha família.

Sem distrações e sem tentar disfarçar o que é preciso ser vivido nestas alturas.

Porque acredito que há momentos na vida onde precisamos de deixar de olhar só para nós e para o nosso bem-estar e satisfação, de forma a podermos ser úteis onde e quando precisam de nós. Porque, às vezes, precisamos de guardar-nos na íntegra para certas situações, mesmo que sejam dolorosas.

Apesar do alívio superficial que me proporcionaria criar algum conteúdo aqui, não era aqui que eu fazia falta e preferi aplicar toda a minha energia onde realmente ela era necessária.

Agora, que os ventos começam a abrandar e o barco deve seguir, volto ao nosso espaço e agradeço a quem se mantém por aí.

Obrigada ❤

 

A*

 

 

Costura | É agora que aprendo?

Costura | É agora que aprendo?

Sempre quis aprender a costurar. Não sei, acho que foi por ter uma adolescência onde a roupa que eu gostava era muito difícil de encontrar em lojas convencionais e as lojas do género não eram, de todo, para o meu bolso.

Ao mesmo tempo, sempre vi a costura como um outlet criativo que sempre esteve fora do meu alcance, mas que tanto tinha a ver comigo. Como não tinha dinheiro para comprar uma máquina de costura apenas para aprender, nem ninguém na minha família tinha especial gosto pela costura, fui adiando a vontade de aprender.

Recentemente, numa das minhas viagens pelo Ebay, deparei-me com umas mini máquinas de costura a um preço irrisório e pensei para com os meus botões:

Talvez seja agora que devas tentar!

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Já se sabe que a qualidade não é das melhores mas, para mim que não percebo nada disto, está bom para começar!

Escusado será dizer que, a primeira coisa que me lembrei de experimentar foi uma peça para o César! São peças mais pequenas, logo mais fáceis de executar e tendo em conta a criança selvagem que se suja como se não houvesse amanhã que tenho em casa, mesmo que não fique perfeito, já sabemos que é para destruir xD!

Experimentei fazer um molde com uns calções e um saco de papel que tinha por aí à espera de um destino melhor que o lixo.

Deixei o molde bastante maior que os calções não só para dar espaço para as costuras como para remediar eventuais erros de quem não sabe o que está a fazer!

Como tecido usei uma t-shirt velha do Mr. e cortei o que poderá a vir a ser a minha primeira confeção.

Alguma alma talentosa nas costuras quer dar-me dicas?

 

Wish me luck!

 

A*

Organização das Férias | Verão, viagens e um bebé!

Organização das Férias | Verão, viagens e um bebé!

Pela primeira vez fazemos férias típicas de Verão! Praia, piscina e chinelo no pé.

Ugh, nunca gostei deste tipo de férias, nunca foi o meu género. Eu queria era andar a tchilar na cidade, ver multidões, metrópoles e, se desse, fazer umas compritas.

MAS!

 

O que nunca me tinha ocorrido é que eu sempre vivi num sítio brindado por belas praias a 10 minutos de carro, onde o ritmo de vida é calmo *pasmaceira* e de onde sempre quis sair para ver esse mundo tão agitado e avançado!

…Até há bem pouco tempo!

Como o cansaço é imensurável e como já tive a sorte de visitar muitos destinos como os que descrevo acima, está na hora e ir apanhar sol nestas pernas cor de lula!

É a primeira vez que faço férias destas e, ainda por cima, com um bebé! Ok, depois de panicar por 5 minutos por pensar não conseguir organizar a logística, respirei fundo e pus a cabeça a trabalhar.

Coube-me a mim organizar e planear tudo o que precisamos de levar, e de ter, durante a nossa estadia nas próximas duas semanas, pelo que, o primeiro passo é ver o que temos em casa em vez de correr para a rua para comprar coisas para levar.

Noutras alturas, terias comprado uma data de trapos e coisas de praia só porque sim, mas como continuo a moderar o consumismo e a dar o máximo uso ao que já tenho, não comprei nada. Nem o bikini de cintura alta que eu queria. Para quê se tenho ali um perfeitamente funcional?

Para o Mr. pouca coisa foi precisa também, e para o César também não comprei nada. Tudo o que temos em casa serve para levar e utilizar perfeitamente por algum tempo:

  • Fraldas
  • Fraldas para a água
  • Toalhitas
  • Protetor solar
  • Creme hidratante
  • Roupa de banho
  • Chinelos/ sandálias

A única coisa que precisei mesmo de comprar foram toalhas de praia que aqui os citadinos não tinham!

Fora tudo isto, o que me andava a moer o juízo a sério era a comida do César. Como sabem, ele tem 11 meses e no que diz respeito a sólidos, vai picando sem grande interesse, o que torna esta coisa toda menos fácil. Não quero andar a pedir para lhe fazerem sopas em sítios que não conheço porque não só me arrisco a ter uma sopa insípida, como a ser obrigada a dar ao miúdo a mesma coisa todos os dias. Comida de boião também estava fora de questão porque ele detesta, e eu também não me estou a ver a dar comida embalada todos os dias.

Posto isto, e como só os primeiros 4 dias é que serão mais desafiantes no que diz respeito às refeições do pequeno, decidi por-me a mexer:

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Vou levar a comida congelada!

 

É a única maneira que tenho de garantir que come bem, variado, saudável e o que precisa. Assim, pode ir picando do que é nosso, se quiser, mas se não quiser, pelo menos, está alimentado.

O resto dos preparativos passa apenas por lavar roupa, arrumar e limpar a casa a fundo (porque eu gosto de chegar a casa e tê-la num brinco) lavar as forras do carrinho, lavar o mei tai, e fazer as malas!

 

A ver se é desta que descanso :p!

 

Boas férias ❤

 

A*

 

 

Receita | Panquecas de aveia e vegetais (sem ovos)

Receita | Panquecas de aveia e vegetais (sem ovos)

Numa tentativa de fazer o César comer mais pela própria mão mas não ter de fazer 1001 refeições diferentes, tenho andado a tentar criar e adaptar algumas receitas que sejam aptas para todos nós.

Já devo ter mencionado por aqui que o meu filho prefere sabores salgados a doces, o que me convém imenso porque eu também e, além disso, fica mais fácil oferecer-lhe mais coisas à refeições.

Como há que ter alguma precaução com os temperos e o consumo excessivo de alguns ingredientes, experimentei uma receita simples que funciona para todos.

 

Ingredientes:

  • Mix de legumes (usei courgette, cebola roxa, alho francês e pimentos)
  • 1 caneca de farinha de aveia
  • 1 caneca de água
  • Sal e um pouco de pimenta
  • 1 colher de sopa de bicarbonato de sódio

 

Preparação:

Juntar e envolver todos os ingredientes e, numa frigideira com um fio de azeite, cozinhar a mistura.

Podem optar por fazer uma colher de cada vez, ou uma concha para fazerem uma panqueca maior. É como preferirem!

Não há nada que enganar e não tem como falhar 🙂

 

 

Espero que tenham gostado!

 

A*

A Semana em fotos #17

A Semana em fotos #17

Ok, venho atrasada, sem posts novos e com um post que na semana passada desapareceu devido à falta de sintonia entre a app do WordPress e o site…

*respira fundo*

Foi uma semana complicada, mas estamos de volta com as fotos da mesma.

  • Melhor amiga nos dias de enjoo constante.
  • Panquecas salgadas para miúdos e graúdos.
  • Achados que interrompem o meu jejum consumista.
  • Ajuda para compor o tapete de plarn que estou a fazer!
  • A cadeira que eu já devia ter comprado para poupar tempo, trabalho e dinheiro!

Resto de boa semana!
A*

Receita | Bolinho de arroz e banana para bebés (sem açúcar e sem ovos) 

Receita | Bolinho de arroz e banana para bebés (sem açúcar e sem ovos) 

A minha ideia era fazer bolachas mas acabei por preferir fazer estes bolinhos – de textura mais mole – para ver se o César aprovava e comia uma coisa diferente ao lanche. 


Ingredientes 

  • 1 banana e meia
  • Uma caneca de arroz puff
  • 3 colheres de sopa de bebida de arroz
  • 1 colher de sopa de farinha de arroz
  • 1 colher de sopa de sementes de linhaça 
  • 1 fio de azeite (ou óleo de côco) 

Preparação 

Amassar as bananas, juntar os restantes ingredientes e incorporar tudo até que  a mistura fique homogénea. 

Untar o tabuleiro, moldar a massa em bolinhas achatadas e deixar cozer no forno por 15 minutos a aproximadamente 180°!

Rendimento

8 porções. 

Experimentem e digam se os pequenos gostam! 
A*

Maternidade = Sororidade?

Maternidade = Sororidade?

Sabem quando encontram um grupo de pessoas e pensam que, nunca na vida, vão conseguir integrar-se nesse grupo?

Isto era eu quando via aglomerados de mães.

Confesso que tinha algum preconceito e, mesmo que um dia me tornasse mãe, não ia querer fazer parte daquele grupo de mulheres que tinha perdido o nome próprio e a vida que tinha antes porque, de repente, a vida delas tinha ganho sentido com a maternidade.

Verdade seja dita, eu já não penso desta forma, contudo, continuo sem me identificar com a típica imagem da mãe que vemos por aí.

O que eu não esperava é que este grupo que eu julgava tão erradamente, fosse tão vasto e diverso. Muito mais do que eu alguma vez imaginei!

Com essa diversidade vi também sororidade! Sim, sororidade, que apesar das discórdias normais entre seres humanos, ainda se vê quando o assunto é maternidade.

A verdade é que fico muito feliz por ver solidariedade e companheirismo cada vez que uma mãe procura ajuda e as outras passam lá para dar, nem que seja, só um abraço de força e ânimo!

Porque já estou farta de perpetuarmos a ideia de que:

 

“a mulher é o pior bicho”

“não somos nada boas umas para as outras”

“não gosto de trabalhar com mulheres porque são do pior”

“as mulheres são umas invejosas”

 

Como disse acima, há discórdias, sim. Há sempre alguém a julgar, ou da mandar um bitaite desagradável mas isso é porque há pessoas que só estão bem a espalhar a sua amargura, independentemente de serem mulheres ou não!

 

Moral da história: Identifiques-te ou não com a maior parte das outras mães o certo é que, em determinada altura, vais recorrer às tuas semelhantes em busca de ajuda, inspiração, ou apenas para desabafar. Vais perceber que, muitas vezes, apesar das diferenças colossais entre todas, vão existir muitos pontos em que a maternidade vos unirá de tal maneira que saberás que podes sempre encontrar ali, junta das tuas irmãs, aquilo que precisas.

 

Certamente, haverá quem não esteja de acordo comigo e tenha outras experiências mas, da minha parte, tudo faço para que possa alimentar estar sororidade e respeito entre mulheres, que tanta falta nos faz.  Esquecer um pouco as diferenças e respeitar a individualidade de cada uma, como eu gosto que respeitem a mim. Se não respeitarem, retiro-me da discussão/situação.

Não vale a pena começarmos a enxovalhar umas às outras e criar guerras quem em nada nos vão beneficiar!

Sejamos mais companheiras, ainda que seja apenas pela única coisa que nos une:

 

A possibilidade (não necessariamente biológica) de ser mãe.

 

A*