Faladora Profissional | O Início!

Faladora Profissional | O Início!

Este blog já tem um ano e meio e, reparei há pouco tempo, que não há qualquer referência à minha tão conhecida, mal-falada e indesejada profissão: Assistente de Call Center.

Ou devo dizer: Customer Service Representative? Teleoperadora? Agente de Contact Center? Inútil ao telefone? Chata de serviço? Subcontratada com o 9º ano? Bom, isso já fica ao critério do empregador… ou de quem está do outro lado do telefone!

Pois é, desde que comecei a trabalhar, que tem sido esta a minha atividade profissional. Atividade que tenho vindo a desempenhar há já uns bons 9 anos, com muita rotatividade (por vontade minha), muita aprendizagem, muito stress e MUITO BOAS GARGALHADAS.

Sim, para além de todos os problemas associados à falta de condições, salários baixos, contratos temporários e precariedade, a melhor forma de lidar com as frustrações inerentes a este tipo de trabalho (e não são poucas) é rir. Rir das situações caricatas, das pessoas que te tiram do sério, das tuas falhas quando chegas àquela hora em que já estás em modo autómato, e daquele teu chefe que te torra o juízo ainda mais que o cliente.

Claro que, para quem já está demasiado desgastado psicologicamente, a solução é sair e não rir, por isso, com isto não quero, de forma alguma, relativizar ou desvalorizar os problemas que muitos dos meus colegas desenvolvem ou desenvolveram por causa deste trabalho. É sério e eu sei disso.

A verdade é que, apesar dos aspetos maus a sério, há alguns que ainda te valem umas boas histórias e, acreditem ou não, há sempre alguma coisa a aprender, nem que seja que o ser humano é mesmo o ser mais…complexo (digamos assim…) à face da terra.

Pretendo, assim,  criar uma série de coisas e ir partilhando convosco histórias engraçadas (outras nem tanto) que, apesar do riso, também dão que pensar.

 

Espero que fiquem por aí e, se tiverem perguntas ou observações, não se privem de expressá-las 🙂

 

 

A*

4 thoughts on “Faladora Profissional | O Início!

  1. Eheheh venham daí esses posts! Já trabalhei nessa área e só tenho a dizer que não é para todos. Pessoalmente não me afetou nem levei “problemas para casa”. Saía do trabalho e desligava-me completamente do que tinha ocorrido no trabalho. Mas é com cada personalidade que existe… Meu Deus!

    Ainda me lembro dos tempos em que trabalhava diretamente com o público… no comments! Desde pastelarias a hipermercados. Eu adorei trabalhar por lá, mas por vezes apanhava personalidades que… enfim! O que vale é que eu consigo ficar MUITO calma e reagir com rapidez nesses momentos menos bons. lol

    Por acaso tenho histórias engraçadas com call centers. Quando morava com a minha mãe de vez em quando recebiamos chamadas para análises dos serviços da Zon ou Optimus, já não me lembro bem. Então, lá em casa tinhamos dois telefones um na sala e outro em um dos quartos. Um dia uma call girl, liga e nós as duas atendemos ao telefone ao mesmo tempo. A rapariga ficou tão confusa por ser uma conversa a 3. lol rimos bastante as 3! iihihih D+! Nunca me vou esquecer!

    Valorizo muito as pessoas que trabalham em call center e pessoal que trabalha com o público em geral. Há muita falta de respeito, só quem trabalha na área percebe…

    Andreia, desculpa lá a exitação a escrever hihihi.

    Beijinhos*

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    1. Quando era mais miúda também trabalhei em cafés para fazer uns trocos e, de cara ao público, também apanhas com cada personagem que não lembra a ninguém. Imagina, cafés de bairro frequentados por velhotas que acham que tens de saber de cor o catálogo de patologias delas é consequentemente, barrar – lhe a torrada com becel por causa do colesterol… Lol enfim, até se torna engraçado! Eu tento ser sempre a melhor cliente possível seja ao telefone ou frente à pessoa que me atende porque, convenhamos, ninguém ganha nada a ser estúpido (ao contrário do que muita gente pensa). Beijinhos!

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  2. Epa, tu fazias uma série de posts como assistente de call-center e eu contava as minhas aventuras em lojas de roupa (foram uns 8 anos nisso e nada me garante que não tenha de voltar). Olha só a fotografia da nossa geração…

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    1. Ah tu és a menina das lojas de roupa? Sugiro que contes mesmo porque, apesar de imaginar, gostaria imenso de ver esses relatos contados por alguém experiente. É mesmo, deixa ver como será para os nossos filhos…!

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