Peripécias do Metro de Madrid.

Peripécias do Metro de Madrid.

Tenho uma relação de amor-ódio com o metro de Madrid.

É extremamente bem comunicado, de orientação simples, com bom aspeto e bastante seguro. Já visitei várias cidades e andei de metro em todas e, excepto o de Tokyo (claro!), o metro de Madrid é o melhor, na minha opinião.

MAS!

Como nada nesta vida é perfeito, há certas situações e episódios que se passam dentro e fora das carruagens deste metro que despertam em mim coisas que eu nem sabia ter cá dentro. E não são boas.

Sejamos honestos, são as pessoas que tornam possíveis estas peripécias e não o metro em si, claro. Certamente que muitas destas aventuras são comuns a metros de outras cidades mas só posso falar deste, que já faz parte de mim.

 

Partida, largada, fugida! – Eu também gosto de ir sentadinha no metro, especialmente se a viagem for longa mas quando vejo aqueles seres a correr, qual Obikwelu, aflitos para tirar o pai da forca, automáticamente congelo. Congelo e aprecio a cena. Parece o jogo da cadeira, quando já só há uma, estão a ver?  É delicioso de se ver.

 

Isto é tudo meu, oubelá! – O metro vai cheio e, ainda por cima, parece que o maquinista (?) vai com um grão na asa. Não há lugares para sentar, nem sítios onde te possas agarrar porque está uma alminha deitada/abraçada ao ferro e a ocupar o espaço TODO. Por muitos olhares que faças, sons com a garganta ou digas alguma coisa, esquece. Normalmente vai hipnotizada pelo telemóvel.

 

Deixa-me sair, deixa-me entrar. – Não há sítio no mundo (I guess) em que a regra não seja: deixar sair antes de entrar. Não sei que pânico é que entra por estes  passageiros dentro mas essa regra aqui é muito pouco respeitada. Já cheguei a dar uns empurrõezinhos, mesmo contra a minha vontade, para poder sair da carruagem. I win, bitch!

 

Vai sair? – Se estás perto da porta, desta não escapas. Mal sais da estação antes da de destino do viajante aflito, ele atira logo: Vai sair? *è que tenho medo de ficar aqui preso para sempre*. Por alguma razão esta pergunta irrita-me ligeiramente, mas eu própria a faço, de vez em quando. Vão entender o porquê da mesma com o ponto que vou escrever abaixo.

 

As portas têm mel! – Aqui sim, transformo-me num monstro sanguinário e implacável. Alguém me explica, porque é que as pessoas vão todas pegadas umas às outras ao pé das portas, quando os corredores estão VAZIOS? Eu sei que querem sair rápidamente e, muitas vezes, só andam uma ou duas paragens mas o aglomerado de gente perto das portas só dificulta a entrada e a saída do metro. Não é óbvio? Alguém me diga que isto não são só as pessoas a não darem uso ao cérebro ou serem puramente egoístas, por favor!!

 

Vocês andam de transportes públicos? Também têm aventuras destas?

Quero saber 😛

 

Um beijinho

 

A*

 

 

 

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