Tokyo 2009 -2015 – As minhas impressões.

Tokyo 2009 -2015 – As minhas impressões.

Voltei!! 😀

Finalmente com tempo e disponibilidade para postar sobre a minha viagem a Tokyo e sobre o costume, claro :)!

Então, só para introduzir o assunto:

O meu interesse pelo Japão surgiu porque, em 2007/2008, foi me apresentado o movimento Visual Kei. Comecei a interessar-me cada vez mais pela diversidade musical e estética associadas ao género e, com isso, veio o interesse crescente pela vibrante cultura pop Japonesa.

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Megaromania – Uma das minhas bandas VK favoritas.

Até hoje, o que mais me chama ao Japão é a moda e a música, apesar de ter vindo a conhecer (e apreciar) outros pontos da cultura nipónica como a comida ou o cinema, por exemplo.

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Okonomyaki – Prato típico de Osaka.

Visitei o Japão pela primeira vez entre Setembro e Outubro de 2009 e mal podia conter a ansiedade! Fui com amigos que partilhavam os mesmos gostos que eu e foi, indubitávelmente, uma experiência inesquecível!
Desta vez, em circunstâncias diferentes mas não menos entusiasmada, regresso à minha cidade preferida com o meu Mr. que também queria muito lá voltar.
Assim que entrei no metro aquele cheiro a Japão reavivou-me imensas memórias (tenho uma cena com os cheiros. Se me quiser lembrar de algo basta um cheiro e de repente as imagens começam a aparecer-me) e aguçou-me ainda mais a vontade de voltar a ver a cidade. Desta vez, com outros olhos.

Passaram 6 anos e, parecendo que não, as coisas mudam.

Um claro sinal disso foi chegar a qualquer balcão e ser atendida, sempre de uma forma extremamente cordial, como é costume nos japoneses, em INGLÊS!
Apesar do Mr. dar cartas no japonês, eu sei… praticamente nada. Faço perguntas e não entendo as respostas, sei palavras soltas, ou seja, vou arranhando de uma forma muito deficiente. Ainda assim, de acordo com a minha experiência de 2009, sabia que teria de esforçar-me para entender e fazer-me entender no meu paupérrimo japonês, mas qual não é o meu espanto quando vejo toda a gente a, pelo menos tentar, comunicar em inglês.
Para justificar tal situação, servirá também o facto de se ver muito mais estrangeiros ocidentais na rua, tanto turistas como imigrantes.
Lembro-me de, há 6 anos atrás, os únicos ocidentais que víamos eram aqueles que, como nós, consumiam muito entretenimento japonês e Tokyo era a sua meca. Desta vez vi o típico turista, os que já fizeram famíla lá e que estão perfeitamente integrados, os que foram à procura daquilo que só está disponível lá e os que só lá estavam em trabalho.

Outro aspecto que me chamou à atenção foi, como já seria de esperar, os estilos que se veem nas ruas. O Japão é conhecido pelas modas extravagantes e garridas, normalmente, inspirando muita gente no ocidente (meee!!!) pela sua originalidade e excêntricidade!

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Créditos – tokyofashion.com

Apesar de nos últimos anos não seguir o street style japonês como fazia antes, vou conhecendo algumas tendências e acompanhando algumas mudanças.

Reparei que o conceito de Thrifting está em altas, e que quanto mais antigo parecer, melhor.

 

Roupas largas, em várias camadas, num mix de kawaii, vintage e nouvelle vague française, foi o que mais vi a passar.
De resto, os homens continuam a usar uns penteados extraordinários e o bom gosto pelos sapatos e malas também continua intacto (especialmente as malas que são um must, na minha opinião).

Também continuo a gabar às japonesas o espírito de sacrifício no que diz respeito ao uso de saltos altos o dia todo, todos os dias. Combinam perfeitamente com a roupa sempre super princesinha em tons beige e pastel, o cabelo sem um fio a sair do sítio, e uns quantos acessórios e maquilhagem a condizer.

Estranhamente, grande parte das pessoas que vi e que tinham estilos mais “japoneses”, digamos assim, eram estrangeiras! Curioso.
Em suma, pareceu-me uma cidade mais aberta e que se tem deixado influenciar pelo exterior em alguns aspectos, no entanto, não perdeu nem um pouco da sua autênticidade e encanto.

Continua a mesma Tokyo ilumindada, colorida, sonora, inspiradora e ÚNICA de sempre.

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Já tenho saudades ❤

A*

ootd & motd – Tokyo

ootd & motd – Tokyo

Entre o estilo e o conforto (andar  andar,  andar!!!)  estas têm sido as minhas escolhas.

Apesar da chuva que aparece de vez em quando,  a temperatura está bastante amena o que é óptimo na hora de escolher a roupa.

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A street fashion japonesa tem sido a minha maior inspiração nos últimos anos e,  apesar de ter vindo a mudar bastante como me visto desde 2009,  este é o sítio onde tenho de me controlar para não comprar tudo o que vejo, especialmente sapatos.  Tokyo é o shoe heaven para mim xD.

Ai o espaço na mala…!

Beijinhos a todos ^^

A*

Lavagem e Co-Lavagem – Produtos que estou a usar.

Lavagem e Co-Lavagem – Produtos que estou a usar.

Há uns anos trás não pensava muito na lavagem do cabelo. Era um processo normal, que repetia umas 3 a 4 vezes por semana, dependendo do tempo e da disponilibidade. Só isto.

Não prestava grande atenção ao produto, muito menos sabia ler-lhe o rótulo. Whatever, só queria lavar a cabeça.
Desde que deixei de esticar e alisar o cabelo cada vez que o lavava (Olha a agressão!!) comecei a entender que o meu cabelo se manifestava muito mais quando um produto era benéfico ou não. É que a placa faz milagres, e um cabelo bem esticadinho até pode estar frito, mas não se nota tanto. Pelo menos o meu não se notava.

Foi aí que comecei a interessar-me pelos produtos, pelos seus ingredientes e pela melhor forma de usá-los tendo em conta a textura da juba.
O uso do cabelo ao natural mudou completamente a minha rotina capilar e, entendi que, uma coisas mais importantes a alterar é a frequência com que lavamos o cabelo e o próprio conceito de lavagem.
É aí que me apercebo que muita gente que está a optar por usar o cabelo natural faz co-wash ou em português, co-lavagem.

Co-wash é, nada mais nada menos que, lavar o cabelo com condicionador.

A grande curlfriend Lorraine Massey explica que, para os cabelos encaracolados é preciso que nos foquemos nos movimentos ao lavar a cabeça para conseguir uma limpeza eficaz usando condicionador, ou um shampoo sem sulfatos (detergente, basicamente) e não fazer uma festa da espuma com o shampoo convencional.
Actualmente, só utilizo shampoo depois da máscara S.O.S (a partilhar noutro post), ou das humectações que, normalmente, faço uma vez por semana.

Durante a semana, é condicionador. Se não tiver tempo para hidratações e outros tratamentos , não lavo o cabelo com shampoo. Ever.

Cabelo sujo? NUNCA. Mais saudável? Sempre!

O shampoo que uso actualmente (que dura imeeeeenso) é o Hidra Caracóis da Fructis.

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De todos os shampoos com sulfatos que já usei, este é o que menos resseca os meus caracóis e lhes dá mais definição. Toda a gama para caracóis da Fructis é muito boa, na minha opinião, e até agora não me desapontou.

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O condicionar que uso é da mesma gama e dou-lhe, pelo menos, uso em 3 situações diferentes.
Condicionar. Co-Lavar. Finalizar.

É dos meus melhores amigos e tenho de tê-lo sempre à mão.

Apesar de gostar bastante destes produtos, estou a pensar em mudar para algo que seja mais apropriado para o inverno, porque nesta altura do ano o cabelo sofre bastante.

No próximo post partilharei convosco o que estou a usar actualmente para finalização, por isso, fiquem atentos ❤

A*

P.S – Cabelos lisos:  Talvez estas dicas não serão de grande valor para vós mas experimentem primeiro aplicar o condicionar no cabelo e depois o shampoo. Partilhem os resultados  😉

AS 10 COISAS QUE MAIS GOSTO EM MADRID

AS 10 COISAS QUE MAIS GOSTO EM MADRID

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Quase 3 anos vividos na capital espanhola, reúno-vos as 10 coisas que mais gosto em Madrid. Para quem não conhece, pode ser que suscite alguma curiosidade 😉

Segurança – Madrid é um dos sítios onde me sinto mais segura. De dia ou de noite, no centro ou nas periferias, normalmente, não sinto que esteja em risco de ser atacada/abordada por algum psycho.

Metro – Apesar de estar farta dele até ás “narices” tenho de reconhecer que o Metro de Madrid é excepcional. Chega a todo lado, é bem sinalizado, está bem estimado e não é nada caro!

Diversidade – Se há coisa que me agrada muito numa cidade é, definitivamente, diversidade de culturas. A capital está cheia de pessoas de todas as partes do mundo que partilham com os locais um pouco da sua casa.

Terceira Idade – Parece estúpido referir isto, mas os idosos são extremamente divertidos! Aqueles com quem interagi sempre me arrancaram um sorriso ou uma gargalhada. São alegres e querem é andar a laurear a pevide. Adoro!

Fiesta! – Festa porque é sexta feira, festa porque é fim de semana, festa porque é feriado, festa porque consegui um trabalho melhor, festa porque estou vivo, festa porque sim!

100 Montaditos – É bom, é barato e faz mal. O que mais se pode pedir?? Em Portugal já existem alguns restaurantes, vejam aqui: https://www.facebook.com/100MontaditosPortugal

Luta e reivindicação – Os Madrilenos defendem com paixão os seus direitos, quer estes sejam humanos, ou sociais ou de qualquer outro tipo. É frequente verem-se marchas e protestos contra a vioência, a discriminação ou o governo. Cenas a sério, mesmo.

Correos – Se com os CTT as experiências não eram as melhores, aqui é estupenda. As carteiras (porque ao contrário de Portugal, a maioria são mulheres) fazem de tudo para fazerem o seu trabalho como deve ser. Não há cá toca e foge!

Miudagem – Nunca pensei que tivesse um impacto tão grande na forma como vejo a cidade, mas havendo tanta criança por aqui, o ambiente fica mais animado. Gritam e esperneiam, mas os pais estão nem aí. Faz parte.

Liberdade – Porque aqui ando como quero, sou como quero, digo o que quero, faço o que quero e ninguém quer saber. Aqui sou livre, aqui somos todos livres e isso é, definitivamente, aquilo que eu mais gosto em Madrid.

Nota: Tudo isto é baseado nas minhas experiências e opiniões, pelo que, não será, certamente, igual para toda a gente.

A*

De Terra e Água – Make-Up – Inspiração de Outono.

De Terra e Água – Make-Up – Inspiração de Outono.

Os tons terra nunca foram os meus prediletos.

Achava-os básicos e que me davam ar de quem andava de “cara lavada”, mas, felizmente, uma pessoa muda e, em vez de andar a criar preconceitos idiotas, aprende-se a tirar proveita das coisas.

Não costumo selecionar conjuntos de cores consoante as estações, mas não posso negar que os tons Outonais me inspiraram.

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Um look com principal enfoque nas sombras de olhos, destaca-se pela sombra azul/esverdeada na parte inferior do olho (não fosse eu uma Sadina, que em terras de Castela não vê água nem perto nem longe) que lhe dá um toque de água para contrastar com o castanho e o laranja.

O rosto é preparado com a base e pó translúcido, com um contorno mais acentuado abaixo das maçãs do rosto. Nos lábios usei um batom alaranjado, com brilho, bastante discreto.

Espero que tenham gostado ❤

A*

Alguém tem alguma sugestão, acessível, para iluminação de fotografia em interiores? DIY?

Sei que a luz natural ajuda, mas como sou a morcega cá do sítio, só consigo fazer estas coisas à noite. Ficar-vos-ia eternamente agradecida se me dessem umas dicas nesse sentido. Obrigada ❤

Tabbouleh de Quinoa.

Tabbouleh de Quinoa.

Desde que comecei a cortar na massa e no arroz (e eu sou uma arrozeira de primeira) que ando numa constante demanda pelo acompanhamento que seja igualmente saboroso e versátil, mas mais saudável que o arroz.

Quinoa. Comecei a ouvir falar dela como sendo uma “super-food”.

Não sabia o que era nem nunca tinha visto à venda em lado nenhum.

Conhecida como o “grão de ouro”, a quinoa é, teoricamente, uma semente rica em proteínas, cálcio e ómega 3. Quando cozinhada, obtém uma textura semelhante ao cous-cous, ainda que o seu sabor se assemelhe aos frutos secos.
Bastante versátil, podem usar a quinoa para pratos salgados, doces, bases de pizza ou qualquer outro tipo de massa.

Visto que consegui por as mãos num molho enorme de coentros e hortelã e numa embalagem de quinoa, decidi fazer um prato que gosto muito mas que nunca tinha feito: Tabbouleh !

O Tabbouleh é um prato vegetariano Árabe (considerado também uma salada) cujos ingredientes principais são: bulgur (ou cous-cous), cebola, salsa, hortelã e tomate acompanhado de sumo de limão, sal e azeite.

Eu decidi fazer um Tabbouleh ligeiramente diferente e com mais ervas, por isso, para verem todo o processo é so continuar a ler :)!

Tabbouleh de Quinoa.

Como cozinhar a quinoa: Como o arroz, a quinoa cozinha-se com duas porções de água por uma de quinoa. Podem optar por cozinhá-la em caldo de vegetais (ou carne, ou peixe) para adicionar algum sabor, ou simplesmente com água, sal e azeite, ou qualquer outro tipo de óleo.
Costumo deixar tostar um pouco no azeite antes de colocar a água porque assim não corro o risco de deixar amargar os grãos. Assim que se colocar a água, espera-se que levante fervura e, uma vez a borbulhar, tapa-se e deixa-se cozinhar, em lume brando, até a água desparecer.

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Para os restantes ingredientes usei:

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– Pepino
– Passas
– Cebola roxa
– Pimento
– Hortelã
– Salsa
– Coentros

A preparação dos ingredientes passa apenas por cortá-los todos em cubinhos e depois adicioná-los à quinoa já cozinhada.

Se não gostarem de um sabor a ervas tão forte, podem omitir os coentros para que fique mais leve.

(No meu caso, como gosto do sabor forte, cortei as ervas finamente e adicionei à quinoa ainda quente.)

O dressing é simples: Sumo de limão, azeite, sal e pimenta.

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Mistura-se tudo e, voilá, um tabbouleh fresco, nutritivo e muito saboroso!

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Espero que gostem !

A*